sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Kevin, meu garoto, saiba que continuamos acreditando em vc

E dando continuidade à cobertura do inigualável Kevin O'Connell, o maior não-vencedor da história do Oscar, informamos que neste ano o especialista em efeitos sonoros e sonorização não foi sequer indicado, ou seja, não obteve aquela que seria sua 21a. indicação.
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Embora tenha trabalhado em três filmes neste ano de 2008, o terror "The Ruins", o desenho "Space Chimps", e a comédia "Hotel for Dogs", seu nome não foi lembrado pelos senhores da Academia.
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Aliás, o filme "The Ruins" recebeu uma indicação para o prêmio "Golden Trailer", de melhor pôster de horror, mas sinceramente achamos que o nosso amigo Kevin não teve nada a ver com isso.
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Em 2009 seu nome já aparece nos créditos de "Public Enemies", do diretor Michael Mann (Ali, Colateral, Miami Vice, O Aviador, entre outros) com Johnny Depp, Christian Bale e grande elenco, que conta a história do famoso gângster dos anos 30, John Dillinger.
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Nossa torcida permanece. Vai lá Kevin !!

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Os cd´s mais vendidos do ano de 2008

Em primeiro lugar o Coldplay, com incríveis 6,8 milhões de cópias de seu Viva La Vida.

Em segundo o novo do AC/DC e em terceiro a trilha sonora do filme Mamma Mia.

Leia AQUI

p.s. - O "incríveis" lá em cima é sim um comentário irônico.

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Longa vida ao easy listening



É difícil definir o que o termo easy listening exatamente significa, mas basta escutar uma canção assim rotulada, para que entendamos do que se trata. Não é clássico, não é jazz, não é swing e também não é pop, mas sem dúvida nenhuma utiliza-se de elementos de todos estes ritmos para criar um tipo de música geralmente qualificada como fácil, melodiosa, light, "música de elevador", "música de consultório dentário", enfim, aquele tipo de música, marcadamente instrumental que nossos pais e avós costumam gostar muito, e cujos discos de vinil são facilmente encontráveis nas suas empoeiradas coleções.

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Alguns nomes são imediatamente relacionados ao easy listening: 101 Strings Orchestra (fundada em 1957), Billy Vaughn (1919-1991), Paolo Mantovani (1905-1990), Paul Muriat (1925-2006), Ray Conniff (1916-2002), Burt Bacharach (1928-) e Percy Faith (1908-1976), são talvez os mais citados.

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Lá fora vários artistas brasileiros são empacotados e vendidos como easy listening, embora provavelmente vários deles não se vejam assim. É o caso de bandas como Azymuth e Tamba Trio (veja a incrível capa do disco "DC-10" lá no alto), e artistas como os irmãos Valle e o multiplatinado Sérgio Mendes.

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Embora a maioria dos artistas citados já tenham falecido, seus discos continuam fazendo a alegria das múltiplas gravadoras e selos que possuem seus milhares de masters, a maioria já devidamente digitalizada (o que garante um bom ganho de volume e som), outros ainda em mono e com péssima qualidade sonora, o que não impede o sucesso de vendagens.

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Apenas para que se tenha uma idéia, segundo dados apurados no site allmusic, o selo Dot pôs no mercado, só em 2005, cerca de 30 cd's de Vaughn; Em 2004, 16 novos títulos de Percy foram para as lojas; e Mantovani, após a sua morte, já "lançou" cerca de 100 cd's.

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Mas o caso mais incrível é o da franquia 101 Strings Orchestra, fundada pelo produtor Dick Miller em 1957 e negociada com o selo Alshire em 1964, cuja discografia (já enorme) só vem crescendo ao longo dos anos, para a alegria dos entusiastas.

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No final dos 80 e começo dos 90, com o advento dos disquinhos ópticos, a gravadora fez a festa. Em 1990, foram mais de 130 (!!) cd's diferentes; e de 95 para cá, juntamente com outros selos, mais uns 120. Só em 2008 foram mais uns 20 lançamentos da 101 Strings. É muito violino, é muita harpa...

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Ouvindo esta semana...


O excelente "Red", lançado em 1974 pelo então supergrupo King Crimson. O álbum dificilmente aparece entre as listas de "1000 discos para ouvir antes de morrer", mas é muito bom.

O KC na época era um supergrupo, pois além do onipresente guitarrista Robert Fripp, o baixista/vocalista John Wetton e o "polvo" Bill Bruford nas baquetas, ainda contava com colaboradores encarregados de providenciar sopros variados e violinos de altíssima qualidade, dando ao grupo uma paleta de sons única e irrepetível.

O disco abre com a ótima faixa título, instrumental, onde as guitarras dão o tom e segue com o baladão "Fallen Angel". A seguir a ponte entre os anos 70 e 80, uma poderosa música que poderia ser um lado B da fase Fripp-Belew-Levin-Bruford - "One More Red Nightmare", onde chamam atenção os timbres da bateria eletrônica de Bruford.


O lado B abre com um exercício de violinos, a desnecessária "Providence", que lembra alguns climas dos discos anteriores, mas encerra-se com a longa e belíssima suíte "Starless".


Para quem nunca se aventurou pelos domínios do Rei Escarlate, "Red", sem dúvidas, é um excelente capítulo introdutório, tanto para entender o que o grupo fez antes, quanto para entender o que veio depois.



quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Folha, 09/02/2009.

“Metamorfose”. A de Pondé.
Ao ser indagado se não tinha esperanças, Kafka disse, "esperanças há muitas, mas não para nós". Janouch narra um dia em que ele, com 20 anos, disse a Kafka, então com 40, "hoje não estou entendendo nada do que você diz". Kafka respondeu "deve ser a misericórdia de Deus, porque sendo você jovem, e estando eu hoje pessimista, se você me entendesse, você ficaria mal". Confessa: "o pessimismo é meu pecado".Por que os clássicos são tão pessimistas? Seria o trágico uma moda? Três mil anos de moda? Improvável. Na sua coluna de 21 de janeiro, meu colega ilustrado (velha piada entre nós) Marcelo Coelho critica "meu" pessimismo. Colunistas que "matam a esperança" são supérfluos. O bom jornalismo opinativo é pautado pelo conflito de idéias, por isso, agradeço suas críticas. Ele acha que ao duvidar do Iluminismo reforço forças regressivas na experiência humana. Eu penso que o Iluminismo é que é regressivo porque caminha sobre fantasias enquanto os homens caminham sobre tumbas. Nós modernos somos a raça mais covarde que caminhou sobre a Terra. Não escrevo para tornar a vida do meu leitor melhor. Escrevo e leio para não me sentir só. Quando olho os "avanços" da nossa minúscula história, penso: como nos verão em mil anos? Como a decadência do século 17? Rirão de nós porque demos direitos aos ratos, enquanto fizemos dos bebês lixo reciclável pelo direito de gozar mais? Respondo a pergunta "o que eu acho da Revolução Francesa?" com "ainda é cedo pra dizer qualquer coisa".
Imaginem dois africanos no século 19. Um vende o outro como escravo (negros vendiam negros). O escravo é levado para os Estados Unidos e lá sofre todo tipo de horror da escravidão. O outro fica livre e feliz na África. Adiantem o filme. O bisneto do escravo mora nos EUA, casa na praia, filhos na faculdade, e a esposa, bisneta de outro escravo, médica de sucesso. Voltem pra África. Muitos bisnetos do que ficou lá continuam a viver em seus buracos, matando-se do mesmo jeito (como acabou a escravidão, perderam a chance de vender seus "irmãos"). Famílias afundam na miséria. Qual é a moral desta história? Que a escravidão foi uma bênção para os afro-americanos porque os levou para os EUA? E a liberdade do outro, a maldição de seus bisnetos? Os afro-americanos, que hoje celebram a vitória do Obama, depois de muito sofrimento, diriam "ainda bem que nossos bisavós foram escravos"? Não! A escravidão é um horror.
A questão é outra: qual o sentido da história humana? Nenhum. A história não é a luta entre a luz e as trevas. Não porque elas não existam, mas porque não sabemos identificar, com o microscópio das idéias claras e distintas de que dispomos, a trama infinita de suas relações. Um homem faz o que pode em meio a opacidade do mundo. Meu pecado é não fazer o marketing da democracia de massa. Falsos sentimentos são comuns nos homens, logo, quanto mais homens, maior a chance de mentira, por isso desconfio de bons sentimentos em grandes quantidades.
Mais? Os índios não vivem em comunhão com a natureza, apenas ficaram na idade da pedra em técnicas de domínio da natureza, como muitos africanos que ficaram na África. A ciência e a política tampouco fazem os homens melhores. O mundo não é dividido entre elite má e pobre bom. Se a elite é cruel, o povo é violento e interesseiro. Os homens não são iguais, alguns são melhores. A igualdade ama o medíocre. É mentira que todo mundo possa julgar as coisas por si só. A propaganda desta mentira gera uma horda de invejosos que sonham em destruir quem eles julgam livres. Supérfluo? Mentira. Num mundo parasitado pelo marketing como forma de vida, ser pessimista é um método. Não se trata de dizer morbidamente "o mundo é mau", mas reconhecer que no humano a verdade é uma ferida incurável. A esperança que conta é a do animal ferido.Nada disso implica concordar com crianças mortas. O debate ao redor da esperança não é um problema do quão otimista somos, mas o que em nós nos faria colaborar com nazistas na França ocupada, além do medo. Manter o emprego? A chance de destruir alguém melhor do que eu? Tomar a mulher de alguém? Promoção pessoal? Nada mais banal, nada mais humano. Na "Metamorfose", Gregor Samsa, agora uma barata, vê a delícia que é caminhar de cabeça pra baixo com suas perninhas coladas ao teto. Sente-se finalmente feliz. A barata é a otimista em Kafka.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

05/02/1916 - Nascimento do Dadaísmo


A Deustsche Welle Brasil relembra que no dia supracito foi inaugurado na parte antiga de Zurique o Cabaret Voltaire, ponto de encontro de poetas, músicos e pintores que juntos criaram o movimento Dadaísta.

"Dada", segundo Hugo Ball, fundador do boteco, é espatifar aquilo que até então era válido, quer dizer, não mais utilizar a tinta a óleo para pintar, nem empregar a língua do modo como era usada na literatura. A arte deveria ficar ao acaso da natureza.

Leia o restante da matéria AQUI

Lá em cima, a famosa foto de Hugo Ball, no dia da inauguração do bar, lendo seu poema fonético "Karawane", que transcrevo a seguir:
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jolifanto bambla ô falli bambla
grossiga m’pfa habla horem
égiga goramen
higo bloiko russula huju
hollaka hollala
anlogo bung
blago bung
blago bung
bosso fataka
u uu u
schampa wulla wussa ólobo
hej tatta gôrem
eschige zumbada
wulubu ssubudu uluw ssubudu
tumba ba – umf
kusagauma
ba – umf
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E abaixo uma performance moderna do aludido poema:


quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Os maiores comebacks da história do rock



Retornos de bandas após muito tempo ou de formações clássicas cujos componentes se odiavam anteontem, sempre despertam comentários positivos e negativos. "Estão precisando de dinheiro"; "Alguém deve estar morrendo"; "Não vão conseguir recriar o som do passado", são alguns dos mais comuns.

O fato é que os fãs adoram ainda mais e os detratores odeiam ainda mais as bandas ou artistas que fazem isso. Pensando em todo mundo, o site blogcritics.org fez uma lista dos maiores retornos de todos os tempos. Já foi publicado há algum tempo, mas eu acho que vale a pena mencionar, até mesmo para criar alguma polêmica.

Então, eis os grandes comebacks do rock:

10 - The Velvet Underground em 1993;

9 - Pink Floyd em 2005;

8 - Gang of Four em 2005;

7 - Fleetwood Mac em 1997;

6 - Loretta Lynn em 2004;

5 - Roy Orbinson em 1987;

4 - Meat Loaf em 1993;

3 - Donny Osmond em 1989;

2 - Nick Drake em 2001; e

1 - Johnny Cash em 2000.

Mas não se apavorem ainda. 2009 é o ano em que a lista acima pode sofrer algumas baixas ou então a lista dos piores comebacks (que, com certeza existe), pode vir a ser ampliada.

Há um monte de gente, limpando as teias de aranha e afinando os instrumentos para voltar aos palcos. Notícias pinçadas da internet mostram que os seguintes grupos podem reaparecer, logicamente pelos mais variados motivos, além de levantar quantidades de dinheiro superiores ao PIB da maioria dos Países de América Central.

A lista aponta para: The Cure, Smashing Pumpkins, Jacksons 5, New Kids on The Block, Led Zeppelin, Motley Crue, Grateful Dead, No Doubt e George Michael, dentre outros.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Tô de saco cheio de gente ignorante !


Infelizmente, tive que aguentar uma figurinha ignorante em uma conversa que prometia cordialidade.
Vejam, eu sei que não sei tudo. Não me acho sabichão. Mas eu me informo. Eu pesquiso.
A esquerda tem inúmeros caminhos para criticar as podridões do mundo que, repito, não são do Liberalismo, são da espécie humana.
O capitalismo e o sistema liberal produzem injustiça?
NÃO, jamais !
O sistema não pode produzir injustiça porque ele se baseia na liberdade de ação dos indivíduos.
A injustiça decorre das escolhas das pessoas: se você trata mal a sua empregada a culpa não é do capitalismo. É da sua atitude.
Mas, então, o socialismo também seria incapaz de produzir injustiça !
ERRADO!
O socialismo ou qualquer outro totalitarismo é um mal absoluto porque emascula o indivíduo. Remete o poder de escolha a alguém que não os diretamente interessados em nome do bem social.
Ah, quer dizer que só existe virtude com liberdade total?
NÃO, PANACA !
Evidentemente, questões como o meio ambiente, a regulação de mercados financeiros e de atividades que envolvam riscos à sociedade exigema atuação da sociedade.
Voltando a minha indisposição.
O indivíduo com quem fui obrigado a conversar ontem, por dever de cortesia, se dizia progressista e intelectual (ele assim se referiu à sua formação). Pretende viajar para o Norte com alunos para alfabetizar adultos pelo Método Paulo Freire.
Perguntei-lhe se conhecia Frank Laubash.
Ele disse nunca ter ouvido falar.
Pois bem. O texto abaixo não é meu.
Trata-se de uma apanhado da internet. Mas é factual.
"O Método Laubach de alfabetização de adultos foi criado pelo missionário protestante norte-americano Frank Charles Laubach (1884-1970). Desenvolvido por Laubach nas Filipinas, em 1915, subseqüentemente foi utilizado com grande sucesso em toda a Ásia e em várias partes da América Latina, durante quase todo o século XX.

Em 1915, Frank Laubach fora enviado por uma missão religiosa à ilha de Mindanao, nas Filipinas, então sob o domínio norte-americano, desde o final da guerra EUA/Espanha. A dominação espanhola deixara à população filipina uma herança de analfabetismo total, bem como de ódio aos estrangeiros.

A população moura filipina era analfabeta, exceto os sacerdotes islamitas, que sabiam ler árabe e podiam ler o Alcorão. A língua maranao (falada pelos mouros) nunca fora escrita. Laubach enfrentava, nessa sua missão, um problema duplo: como criar uma língua escrita, e como ensinar essa escrita aos filipinos, para que esses pudessem ler a Bíblia. A existência de 17 dialetos distintos, naquele arquipélago, dificultava ainda mais a tarefa em meta.
Com o auxílio de um educador filipino, Donato Gália, Laubach adaptou o alfabeto inglês ao dialeto mouro. Em seguida adaptou um antigo método de ensino norte-americano, de reconhecimento das palavras escritas por meio de retratos de objetos familiares do dia-a-dia da vida do aluno, para ensinar a leitura da nova língua escrita. A letra inicial do nome do objeto recebia uma ênfase especial, de modo que aluno passava a reconhecê-la em outras situações, passando então a juntar as letras e a formar palavras.
Utilizando essa metodologia, Laubach trabalhou por 30 anos nas Filipinas e em todo o sul da Ásia. Conseguiu alfabetizar 60% da população filipina, utilizando essa mesma metodologia. Nas Filipinas, e em toda a Ásia, um grupo de educadores, comandado pelo próprio Laubach, criou grafias para 225 línguas, até então não escritas. A leitura dessas línguas era lecionada pelo método de aprendizagem acima descrito. Nesse período de tempo, esse mesmo trabalho foi levado do sul da Ásia para a China, Egito, Síria, Turquia, África e até mesmo União Soviética. Maiores detalhes da vida e trabalho de Laubach podem ser lidos na Internet, no site Frank Laubach.
Na América Latina, o método Laubach foi primeiro introduzido no período da 2ª Guerra Mundial, quando o criador do mesmo se viu proibido de retornar à Ásia, por causa da guerra no Pacífico. No Brasil, este foi introduzido pelo próprio Laubach, em 1943, a pedido do governo brasileiro. Naquele ano, esse educador veio ao Brasil a fim de explicar sua metodologia, como já fizera em vários outros países latino-americanos.
A visita de Laubach a Pernambuco causou grande repercussão nos meios estudantis. Ele ministrou inúmeras palestras nas escolas e faculdades — não havia ainda uma universidade em Pernambuco — e conduziu debates no Teatro Santa Isabel. Houve também farta distribuição de cartilhas do Método Laubach, em espanhol, pois a versão portuguesa ainda não estava pronta. Nessa época, a revista Seleções do Readers Digest publicou um artigo sobre Laubach e seu método.
Naquele ano, de 1943, Paulo Freire era diretor do SESI-PE, encarregado dos programas de educação daquela entidade. No entanto, em sua autobiografia, ele jamais confessa ter tomado conhecimento da visita do educador Laubach a Pernambuco. O fato é que, à época, começaram a aparecer em Pernambuco cartilhas semelhantes às de Laubach, porém com teor filosófico totalmente diferente. As de Laubach, de cunho cristão, davam ênfase à cidadania, à paz social, à ética pessoal, ao cristianismo e à existência de Deus. As novas cartilhas, utilizando idêntica metodologia, davam ênfase à luta de classes, à propaganda da teoria marxista, ao ateísmo e a conscientização das massas à sua "condição de oprimidas".
Tais cartilhas foram de imediato adotadas pelo movimento estudantil marxista, para a promulgação da revolução entre as massas analfabetas. Hoje, esse método é chamado “Método Paulo Freire”, tendo o mesmo sido apadrinhado por toda a esquerda, nacional e internacional, inclusive pela ONU."

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Os Meninos do Brasil

Livro atribui a Mengele 'boom' de gêmeos em cidade gaúcha.

A alta incidência de gêmeos na cidade de Cândido Godói, no Rio Grande do Sul, poderia ser resultado de experiências genéticas realizadas pelo médico nazista Josef Mengele, segundo afirma uma biografia recém-publicada do chamado “Anjo da Morte”.

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quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Antonio Luiz M. C. da Costa, Carta Capital

História ao gosto do freguês

Apoiar incondicionalmente as ações israelenses nunca pareceu tão tolo. No caso do jornalista português João Pereira Coutinho, em sua coluna na Folha de S.Paulo de 6 de janeiro, chegou-se aos mais profundos abismos da estupidez. Propôs um exercício de história alternativa, no qual o Brasil foi atacado em 1967 por três potências latino-americanas (sic), uma delas o Uruguai (!), que acaba ocupado. Em 2005, o Brasil se retira do Uruguai, como “primeiro passo para a existência de dois Estados soberanos, o Brasil e o Uruguai” (sic), mas o Rio Grande do Sul é bombardeado por terroristas uruguaios, apoiados por uma Argentina “liderada por um genocida que deseja ter capacidade nuclear para riscar o Brasil do mapa”. O Brasil então invade o Uruguai “para terminar, de uma vez por todas, com a agressão de que é vítima”.

Difícil imaginar recurso mais patético do que tentar mobilizar o chauvinismo dos brasileiros convidando-os a se imaginarem ameaçados pelo Uruguai e pela Argentina – mesmo que, além disso, essa ficção não falsificasse radicalmente a história e o contexto do conflito. Experimentemos tornar a analogia um pouco mais completa e assumir o ponto de vista do outro lado, por mais que isso possa soar politicamente incorreto.

Suponhamos que na Segunda Guerra Mundial não houvesse ocorrido o Holocausto, mas acabasse em completa destruição, desindustrialização e desmembramento completo da Alemanha (como chegou a propor o chamado plano Morgenthau, em 1944) e que sua consequência fosse o êxodo de milhões de alemães da Europa, impelidos pela destruição de sua indústria a se estabelecerem em outras partes do mundo.

O Brasil, no qual já havia uma importante colônia alemã e que acontecia ter sido ocupado pelos britânicos em uma guerra anterior, é seu destino preferencial. As nações ocidentais penitenciam-se da culpa pelo sofrimento dos refugiados alemães inocentes aprovando um plano para dividir o país entre nativos e imigrantes. Desafiados pelos nativos, em 1948 os imigrantes alemães e os descendentes de alemães que já viviam no Brasil se apoderam de três quartos do País e o transformam em um Estado de Teutônia, ao qual germano-descendentes de todo o mundo são convidados a imigrar, criar “um posto avançado da civilização” e “fazer florescer o sertão”.

Uma minoria de brasileiros permanece em Teutônia como cidadãos de segunda classe. A grande maioria é obrigada a implorar asilo na Argentina, Bolívia, Paraguai e Venezuela, ou se aglomerar em campos de refugiados no Rio de Janeiro e Nordeste, que se unem a outras nações latino-americanas. Estas, em 1967, desafiam a Teutônia e são derrotadas, o que resulta na ocupação total do que restava do território brasileiro.

A Teutônia continua a receber imigrantes e incentiva seu estabelecimento nos territórios recém-ocupados, distribuindo essas terras aos recém-chegados. Mas alguns brasileiros reagem à ocupação formando organizações de resistência que cometem atentados contra o governo e civis teutônicos. Algumas dessas organizações exigem a expulsão dos invasores e a restituição total do antigo território do Brasil, outras, conformam-se em aceitar um Estado brasileiro dentro dos limites de 1967 – Estado do Rio e Nordeste.

Os teutônicos não dão mostras de levar a sério essa possibilidade, apesar das pressões internacionais, até que o custo excessivo do conflito e da ocupação leva seu governo a decidir se retirar do Rio de Janeiro, imensa favela de 30 milhões de refugiados, e de municípios áridos, esparsos e superpovoados do interior do Nordeste, cercados de muralhas, postos de vigilância e prósperas fazendas teutônicas.

Apesar da resistência militante de alguns milhares de teutônicos que haviam recebido terras perto de Nova Friburgo, a retirada é efetivada e a administração desses guetos entregue a uma “autoridade brasileira” gerenciada por um partido corrupto e ineficaz, que continua a reivindicar inutilmente a independência dentro dos limites de 1967. Sua sede é um bolsão isolado em torno de Juazeiro do Norte, cercado de tropas teutônicas.

Algum tempo depois, a maioria dos refugiados elege para a autoridade uma facção radical da resistência, como a única capaz de impor alguma ordem e trazer alguma esperança e dignidade, principalmente no inferno no qual se transformou o antigo Estado do Rio. Seus territórios são impedidos de receber recursos e se comunicar com o mundo exterior, seu governo é sistematicamente sabotado e depois dissolvido pelo presidente títere, cuja guarda reprime violentamente a facção radical nos guetos nordestinos. A “autoridade brasileira” não consegue, porém, recuperar o controle do Rio de Janeiro, onde seus partidários são facilmente derrotados pela facção radical. Seus militantes, em protesto contra o bloqueio continuado de seu território, lançam pequenos foguetes que ocasionalmente atingem alvos aleatórios nas cidades “teutônicas” de Neubonn (Juiz de Fora) e Neuköln (Taubaté). Teutônia reage com bombardeios que matam e mutilam dezenas de milhares de homens, mulheres e crianças e com uma invasão maciça do Rio de Janeiro.

Ah, sim, e os militantes têm a simpatia do governo populista do México, que opera centrais nucleares, pesquisa o enriquecimento de urânio e cujo presidente, dado a bravatas, diz um dia que “o regime que ocupa São Paulo precisa desaparecer das páginas do tempo” – o que a mídia teutônica traduz como “riscar Teutônia do mapa”.

Absurdo? Ridículo? Sem dúvida. Mas algo menos que a versão do senhor Coutinho. Fantasia por fantasia, esta se parece mais com o que se passou e continua a se passar no Oriente Médio.

Mas o fato é que história no condicional, seja qual for seu potencial retórico e literário, não tem valor científico, jurídico ou político. Convenhamos em deixar os absurdos retóricos de lado e analisar o mundo real.

Quando a falta de papel é desimportante.

Canton de Chelly - Arizona

Segundo informa o site BBC Brasil, o escritor britânico Luke Barclay acaba de lançar um livro com as melhores vistas de banheiro do mundo. "Loo With a View" (Virgin Books, £7.99). é resultado de uma pesquisa que durou dois anos e que percorreu WC´s em cinco continentes.

De acordo com a World Toilet Organization, que zela pela higiene sanitária em todo o mundo, uma pessoa passa em média três anos de sua vida no banheiro.

"Deveríamos tornar essa experiência a mais emocionante possível", diz Barclay.

O resultado, sem dúvida, é curioso. Vejam mais fotos:

Cliff-Top Chateau, França


Monte Sinai, Egito


Monte McKinley, Alasca


Boston Bay High Camp, Washington state

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segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Folha,hoje.

Contribuição para a verdade no caso Battisti


ARMANDO SPATARO, 60, é procurador da República em Milão (Itália), coordenador do Departamento contra o Terrorismo


É oportuno partir dos fatos para desmontar os argumentos que são frequentemente utilizados por Battisti e seus "amigos"


INTEGREI O Ministério Público italiano, no âmbito do qual, ao lado de outros magistrados, conduzi as investigações que levaram às condenações contra Cesare Battisti. Portanto, em relação à decisão do ministro Tarso Genro, espero poder oferecer à opinião pública brasileira uma contribuição para a verdade, com a finalidade de preencher as lacunas de informação sobre as quais aquela decisão encontra-se fundamentada.


Com efeito, é difícil para os italianos entender como a um assassino puro como ele pode ter sido reconhecido o refúgio. É oportuno partir dos fatos para desmontar os argumentos frequentemente utilizados por Battisti e seus "amigos".

1) Battisti não é um extremista perseguido na Itália por seus ideais políticos, e sim um criminoso comum que praticava roubos com o fim de lucro pessoal e que se politizou na prisão.Em seguida, filiou-se a uma organização terrorista que praticou lesões corporais e homicídios. Battisti foi preso em junho de 1979 com outros cúmplices em uma base terrorista de Milão, onde foram apreendidos metralhadoras, revólveres, fuzis e documentos falsos. Com certeza, portanto, não se tratava de dissidente político!

2) Battisti foi condenado à prisão perpétua por muitos graves crimes, entre os quais também quatro homicídios: em dois destes (homicídio do marechal Santoro, praticado em Udine em 6/6/78; homicídio do policial Campagna, praticado em Milão em 19/4/79), foi ele a atirar materialmente nas vítimas; em outro homicídio (o de L. Sabbadin, um açougueiro morto em Mestre, em 16/2/79), deu cobertura aos assassinos, e, no quarto (o homicídio de P. Torregiani, acontecido em Milão, em 16/2/79), colaborou na sua organização.Gostaria de perguntar ao ministro brasileiro quais motivações políticas enxerga nos homicídios de um joalheiro e de um açougueiro, "justiçados" por vingança (por terem reagido com as armas aos assaltos sofridos) ou nos homicídios de policiais que cumpriam seu dever.

3) Não é verdade que Battisti foi condenado somente com base nas acusações do delator premiado Pietro Mutti; tampouco é verdade que este não fosse confiável. Afirmar isso significa ofender a seriedade da Justiça italiana. As confissões de Pietro Mutti, com efeito, foram confirmadas por inúmeros outros testemunhos e pelas sucessivas colaborações de outros ex-terroristas.A verdade, portanto, está escrita nas sentenças, que pesam como pedras enormes e que se encontram à disposição de todos os que tenham a paciência de as ler.

4) Não é verdade que a Battisti foi negada a possibilidade de se defender nos processos em que estava ausente. Na verdade, foi Battisti quem se furtou à Justiça, evadindo-se em 1981 da carceragem em que estava preso.Não por acaso a Corte Europeia de Direitos Humanos de Estrasburgo (França) negou provimento ao recurso de Battisti contra a concessão de sua extradição por parte da França, julgando-o, por essa razão, "manifestamente sem fundamento" e afirmando que, de qualquer forma, em todos os processos ele foi assistido por seus advogados de confiança. Será que também a corte de Estrasburgo está perseguindo Battisti?

5) É falso que a Itália e seu Judiciário não foram capazes de garantir a tutela dos direitos das pessoas acusadas de terrorismo durante os denominados "anos de chumbo". Trata-se de uma afirmação que nos fere.Inúmeros foram os magistrados, os advogados, os homens das instituições, os policiais assassinados de maneira vil por pessoas como Battisti pelo simples fato de aplicarem a lei. A Itália, no contexto da luta contra o terrorismo, não conheceu tribunais de exceção ou militares nem desvios antidemocráticos. Tal fato foi ressaltado também por nosso presidente da República Sandro Pertini, que afirmou que a Itália podia louvar-se de ter vencido o terrorismo nas salas dos tribunais, e não "nos estádios", aludindo aos métodos ilegais que nós não conhecemos e aos quais também hoje nos opomos.


Acredito que o refúgio não foi concebido pelos fundadores de nossas democracias para garantir a impunidade de pessoas como Battisti, um dos assassinos mais cruéis e frios que o terrorismo italiano conheceu e que nunca se dissociou do uso das armas.Espero, com todo o respeito, portanto, que as autoridades brasileiras competentes tenham a possibilidade de rever suas próprias decisões. Não pelo fato de a justiça ser equivalente à vingança, mas pelo fato de ela representar o lugar da afirmação das regras do Estado de Direito: e quem as violar, ainda mais se matar o próximo, deve pagar. Do contrário, as democracias desmentem a si mesmas.

Slogan ateu é proibido na Itália

Da BBC Brasil.

A associação italiana União dos Ateus e Agnósticos Racionalistas (UAAR) foi proibida de divulgar uma campanha publicitária nos ônibus de Gênova.

A concessionária de publicidade nos meios de transporte públicos IgpDecaux considerou que o slogan “Má notícia: Deus não existe; Boa notícia, você não precisa dele” é provocatório e não se enquadraria no código de ética da propaganda italiana.

Leia tudo AQUI


12 de Janeiro - Motown completa 50 anos




Reportagem do programa Metrópolis - Clique AQUI