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domingo, 6 de setembro de 2009

Qual a maior torcida ? A do Inter, é claro.

Por Roberto Siegmann Vice-presidente de Seviços Especializados do Internacional de Porto Alegre

No Rio Grande do Sul, há uma enorme paixão pelo futebol e pelos dois grandes clubes que, praticamente, dividem a população. Aqui, como não ocorre na maior parte das unidades da federação, não há o segundo time. Não é necessário, pois temos representantes disputando os principais campeonatos nacionais, continentais e mundiais. O nosso Inter, em especial, sempre esteve disputando campeonatos na primeira divisão do futebol brasileiro. Somos reconhecidos como exemplo na administração, no trato do futebol amador e profissional e no cuidado com o nosso patrimônio. Não é necessário relembrar que o Beira-Rio foi escolhido para sediar a Copa do Mundo de 2.014. Mas, valendo-se da disputa entre as duas agremiações de maior renome, algumas empresas, de quando em quando, divulgam pesquisas e enquetes para saber qual é a maior torcida.
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Cuidado! Oportunisticamente algumas delas usam da disputa para instar a participação que gera receita. Exemplo disso são as ligações telefônicas que levam recursos financeiros para as operadoras. Outras, de ditas revistas especializadas, vendem a participação na pesquisa. Como todo o negócio, se não há interesse, não há resultado positivo. Não há critério científico e prévios para os resultados. Tanto é assim que o "vale tudo" permite a um único torcedor ligar ou se manifestar repetidas vezes com o seu voto. Em resumo, se tivermos dinheiro sobrando, em nome da paixão, para vencer a pretensa disputa ligamos centenas de vezes e cada ligação é contada como um voto. Quem ganha é o promotor da pesquisa - centenas de milhares de ligações telefônicas.
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Mas afinal qual a maior torcida do Rio Grande do Sul? É aquela que é a maior do Brasil e das Américas, a do Sport Club Internacional. Afinal, o que é ser torcedor? Para mim, ser torcedor é estar umbilicalmente ligado ao clube do coração, pertencer ao seu quadro associativo, comprar camiseta, pagar mensalidade em dia e ir ao estádio. Somos campeões em todos os quesitos. Temos mais de 100.000 sócios, vendemos mais camisetas que qualquer outro clube no Rio Grande do Sul, lotamos o Beira-Rio e mostramos com todo o vigor como se comemora os principais títulos do mundo e o centenário de existência. Somos um clube sem preconceitos, aberto e democrático. Estamos em todos os locais, fábricas, escritórios, vilas populares, bairros nobres e entre homens e mulheres.
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E aí, ainda valem enquetes? É claro que não. Elas só servem para encher os cofres daqueles que se aproveitam da disputa para artificialmente apresentar um resultado que não tem nada de confiável. Lá vai um desafio: façam uma auditoria no nosso quadro social e verifiquem qual a maior, melhor e mais fiel torcida brasileira

Robinho se machuca... mas como ?

Acabo de ler que o Robinho sofreu uma lesão e está fora do jogo contra o Chile. Fica somente a dúvida de como ele se machucou, uma vez que em jogo é totalmente impossível não é mesmo ? Afinal para se machucar, tem que jogar, coisa que ele não faz.

Assim, pensei em algumas hipóteses:

a) Robinho machucou-se ao descer do ônibus;
b) Robinho torceu o tornozelo ao entrar no elevador do Hotel;
c) Robinho caiu no banheiro;
d) Robinho escorregou no restaurante e caiu em cima da mesa de jantar;
e) Robinho foi correr da bola e enroscou-se nas próprias pedaladas.

Nada mais me ocorre...

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Vai ter outro Mané jogando no "curintia"

"Foi um encontro tardio para ambos, infelizmente. Mas o torcedor o acolheu com entusiasmo. Parecia que o veterano de 32 anos, corpo dilacerado pelas chuteiras de implacáveis marcadores, tal como a Fênix poderia renascer e voltar a jogar como nos áureos tempos de craque...embora já não fosse o mesmo atacante que deslumbrara o mundo inteiro com seus dribles incríveis. Vencedor de duas Copas, seu problema não era tanto a idade mas as seqüelas de contusões do joelho. Em sua estréia no Corinthians, mesmo fora de forma, foi considerado pela imprensa ´uma estrela solitária´ na derrota por 3x0" (Roque Citadini, ex-dirigente corintiano).

O texto acima não é uma antecipação de Ronaldo no Corinthians em 2009. É sobre Mané Garrincha no Corinthians em 1966. As semelhanças não são mera coincidência.

Podem chamar de dor-de-cotovelo de flamenguista, mas o Corinthians acertou no marketing e errou no futebol, com essa contratação.

Ronaldo ficou um ano no Milan e participou de apenas 20 jogos, em um total de 300 minutos em campo. Segundo Paulo Vinícius Coelho, há quase cinco anos o jogador não consegue uma sequência de 7 partidas seguidas. Não creio que será muito diferente disso no "Timão": muita badalação, muita notícia na imprensa e pouco, pouquíssimo futebol.

Ah, no Corinthians Garrincha jogou 13 partidas, entre março e outubro de 1966, fazendo 2 gols (ambos no mês da estréia).


segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Vamos, Flamengo!


No dia seis de julho de 2008 o Flamengo venceu o Vasco por 3 a 1, ainda pelo 1º turno do Brasileirão, então em sua 11ª rodada.

Com a vitória sobre o eterno vice bacalhau o Flamengo chegava à sétima rodada consecutiva na liderança, com 26 pontos conquistados, e tudo indicava que o time continuaria embalado, rumo ao hexa.

Porém, depois dessa vitória contra o Vasco, o Flamengo não venceria mais nenhuma partida no 1º turno, indo de líder do campeonato para 7º colocado, com 31 pontos. Nada menos que 10 pontos atrás do Grêmio, "campeão" do turno.

Ou seja, o Flamengo conquistou apenas 5 pontos nas 7 últimas rodadas do 1º turno. O time perdeu para Coritiba, Vitória, Palmeiras, Cruzeiros e Goiás. Empatou com Portuguesa e Botafogo e venceu apenas o Atlético-PR.

Ontem, pela 11ª rodada do 2º turno (30ª rodada do campeonato), o Flamengo novamente venceu o Vasco. O Rubro-negro vem fazendo uma boa campanha nessa segunda metade do campeonato, ainda que inferior àquela do começo do Brasileirão.

Considerando apenas os jogos do "returno", o Flamengo tem 21 pontos, 5 a menos do que tinha nessa altura, no turno. Mas o time com melhor campanha no returno, o Goiás, tem 22 pontos. Ou seja, o desempenho geral tem sido pior mesmo.

É praticamente impossível que o Flamengo repita agora o desastre que foram as sete rodadas finais do 1º turno. Acredito no oposto, que o Flamengo tem condições de vencer pelo menos 6 dos últimos 8 jogos, arrancando ainda um empate. São 19 pontos, portanto.

Com isso, terminaríamos o campeonato com 71 pontos. É pontuação para brigar pelo título.

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Assumindo

O São Paulo F.C., em parceria com sua empresa fornecedora de material esportivo, lançou a camisa ao lado faz uns dois meses. Ela está esgotada na loja oficial do clube, mas ainda é possível achá-la no Mercado Livre.

A frase na camisa é o título de um "clássico gay" cantado por Gloria Gaynor. I am what I am foi, inclusive, recentemente eleita a 11ª música mais gay de todos os tempos por um website australiano.

Conclusão: se um dia "porco" era pejorativo mas hoje é usado pela torcida do Palmeiras com orgulho, não vai demorar para os são-paulinos se intitularem "bambis" com todo orgulho.

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Liga dos Urubus, ou porque nos importamos com pequenos times

"...Queria que os senhores entendessem o meu ponto de vista: a culpa de termos passado 120 minutos desconfortáveis secando o insosso time das Laranjeiras é exclusivamente do Flamengo.

Sim, parece absurdo. O princípio, no entanto, é de família que vive em casa com quintal. A mulher vive dizendo pro marido aparar a grama. O marido não apara. A grama cresce. Daí a pouco, atrai bicho, atrapalha o caminho, etc, etc. O Flamengo, como força maior e superior da natureza, deve ficar sempre atento para as tentativas de engrandecimento das agremiações que nasceram inferiores por vocação e determinação divina. Cito exemplos. Vejamos o Botafogo, nestas duas decisões de estadual (2007 e 2008). Ali nós cortamos a grama. Fizemos nosso trabalho. Hoje o Foguinho voltou à sua condição natural, em que jogadores são pegos em tiroteios em boates (Baronetti, Ipanema) e se cogita continuar ou não com o Geninho (como se isso fosse algo que valesse a pena discutir ou pensar).

É o caso do Fluminense: permitimos muito que Thiago Neves virasse craque. Conca fosse levado a sério. Washington fosse elevado à categoria de Miroslav Klose brasileiro. E até Luiz Alberto, quem diria, quase é classificado como o novo Gamarra. Diante disto, o que fizemos, nós, forças superiores? Criamos papagaiadas como "Liga dos Urubus" ou coisa do gênero. É triste constatar que tivemos de torcer pela Liga Deportiva Universitaria do Ecuador - mas no fim das contas, apenas torcemos para que o mundo que conhecemos permanecesse como o mundo que nós conhecemos. Que ninguém venha agora também comemorar a vitória da LDU como se fosse algo esperado e já escrito há 300 anos.

Sofremos, sim, junto com os equatorianos. E a culpa é do Flamengo. Fomos até a prorrogação e sofremos na prorrogação por culpa do Flamengo. Sofremos nos pênaltis por culpa do Flamengo. E, nesta quarta-feira, nosso idolo maior é Cevallos, goleiro de 37 anos - por culpa do Flamengo. É o Flamengo que permite que sua torcida faça papagaiadas. Agora que o pesadelo acabou e, graças a Deus, com final feliz, podemos voltar a nossos afazeres. Quanto aos tricolores, que já compravam passagem para Tóquio, sei que vão ficar bem. Podem trocar a passagem para Tóquio por uma para PQP. Ou podem contar com a classificação para a nova vaga para a Libertadores durante o Brasileiro de pontos corridos, ainda dá tempo de pegar um embalo.
Pensando bem, acho que trocar a passagem por uma para a PQP fica mais perto e viável."

Do Blog Jihad Rubro-Negra

Eu tenho, você não tem

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Na repescagem

Nos últimos 15 anos a seleção brasileira de futebol conseguiu proezas incríveis, como perder para Honduras em uma copa américa, perder para a Nigéria na "morte súbita", depois de estar vencendo por 3x1, nas olimpíadas/96, perder três finais pro México em competições oficiais...a lista é enorme.

Por isso, é de se louvar a capacidade do Dunga de conseguir um feito como o obtido neste mês: 3 jogos sem marcar gols, a primeira derrota na história para a Venezuela e a pior classificação do Brasil numa eliminatória de copa do mundo.

Ao final de outra rodada dupla das longas eliminatórias sul-americanas, o time da CBF e do Dunga está em 5º lugar, o que lhe garantiria tão somente o direito de disputar a repescagem contra uma seleção da América Central. Por sorte ainda temos 2/3 da disputa pela frente e, com mais sorte ainda, vamos trocar de técnico antes dos jogos contra Chile (fora) e Bolívia (em casa), em setembro.

Comparando com o desempenho nas duas últimas eliminatórias, é lógico que estamos piores que nunca:

Eliminatórias 2002, após 6 jogos:
11 pontos, saldo 3, 2º lugar

Eliminatórias 2006, após 6 jogos:
12 pontos, saldo 4, 1º lugar

Eliminatórias 2010, após 6 jogos:
9 pontos, saldo 4, 5º lugar

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Dois fatos muito importantes

"Confirmando 87 - A conquista da Copa do Brasil pelo rubro-negro genérico do Recife comprova a tese há mais de 20 anos amplamente aceita pela inteligentsia esportiva brasileira: O Sport só consegue ser campeão brasileiro competindo com times da SEGUNDA DIVISÃO.

20 Anos Essa Noite - Hoje, 12 de junho, se completam 20 anos em que o bacalhau está na fila quando o assunto é decisão com o Mengão. O Vice amarga mais de 7000 dias chupando o dedo e, pelo jeito, vai continuar chupando pelos próximos 7000".

Do Urublog.

terça-feira, 27 de maio de 2008

"Tetra Tri" faz aniversário

Há exatos sete anos o Flamengo conquistava o campeonato carioca pela terceira vez consecutiva - 1999, 2000 e 2001. Essa foi a quarta vez que o Mengão foi tricampeão* e, vale lembrar, nunca um time carioca foi tetra em toda história do campeonato do Rio**.

O que esse título carioca de 2001 teve de especial para merecer ser lembrado aqui? Bem, além de ser o quarto tricampeonato (ou tetra tri), foi também o terceiro vice-campeonato seguido do vasquinho, nosso querido freguês. Para deixar a conquista mais saborosa, o Mengão entrou em desvantagem e no jogo final precisava vencer por dois gols de diferença. E até os 43 minutos do segundo tempo o jogo estava 2 x 1. Aí? Bem, aí aconteceu aquele que é o segundo gol de falta mais bonito e mais importante da história do Mengão (o primeiro, sem dúvida, foi o gol do Zico na final da Libertadores).

Confira o lance e o final da partida, na imparcial narração desse vídeo:


*Os outros Tricampeonatos foram em 1942/43/44, 1953/54/55 e 1978/79/79 especial
** O botafoguinho venceu quatro campeonatos, em 1932/33/34/35, mas os últimos três foram disputados em uma Liga amadora, paralela à Liga profissional onde estavam Flamengo, vasquinho e fluzinho.

sábado, 26 de abril de 2008

Schafskopf und fussbal, digo, Fussball


Dama de paus !! Vovô conseguiu !! Eu sabia ! Eu sabia !




Esta semana, os dezoito mil habitantes da pacata cidade de Ivoti, localizada na serra gaúcha, a 55 km de Porto Alegre, acompanharam com atenção o tradicional campeonato municipal de Schafskopf (em tradução literal cabeça de carneiro).

O jogo foi trazido pela comunidade teutônica e seus registros iniciais datam da segunda década do século XIX, mais precisamente nas cidades de São Leopoldo e São Lourenço.

Para uma rodada de schafskopf o número ideal de parceiros é quatro, jogando dois contra dois.

De um baralho comum retiram-se 20 cartas, as Damas, os Valetes, os Ases, os Reis e os 10 e se jogam com elas. As Damas valem, na contagem, três pontos; os Valetes, dois pontos; os Ases, onze pontos; os 10, dez pontos e os Reis, quatro, perfazendo 120 pontos.

O jogo é feito da esquerda para a direita e os parceiros que estão com as Damas pretas jogam juntos. O jogador que possuir as duas Damas pretas, terá como parceiro o colega que possuir a Dama de copas. O jogador, que estiver com três Damas será obrigado a jogar sozinho contra os outros três participantes.

A quem interessar possa, as regras básicas do jogo podem ser lidas AQUI.

O Site oficial da cidade traz também um noticiário completo do campeonato, além da pontuação dos jogadores após as rodadas que ocorreram, dentre outros locais, no animado Bar Fritzen.

Porém, curiosamente, o mesmo site não traz nenhuma linha sobre o jogo de pré-temporada feito pelo Clube Recreativo da Azenha contra o time amador da cidade de Ivoti. O clube tricolor porto-alegrense, em fase preparatória (?!?!!) para o Campeonato Brasileiro, venceu somente por três a zero, sendo que o terceiro gol foi de pênalti.

O time ivotiense, fundado em 1953, campeão amador do Estado em 1986, 1995 e 2000, jogou com Galas (Rodrigo Silva), Maiquel (Roxo), Éder e Brizola (Ademir); Eliéser (Pelezinho), Sandro (Tsuga), Pataço (Paulo), Murilo (Caco), Banana (Pipoca) e Gersinho (João Carlos); Fernandinho (Finzinho).

Segundo o técnico Cabeça, o time não joga durante a semana, pois os jogadores trabalham e só podem se reunir mesmo no sábado ou no domingo. O goleiro Galas, por exemplo, é professor da escolinha de futebol da cidade de Dois Irmãos; Eliezer é metalúrgico; Sandro e Pataço são montadores de ônibus da Empresa Marcopolo; Banana é motoboy; Fernandinho é pintor, e por aí vai.
Para o técnico Celso Roth, a vitória sobre a Seleção de Ivoti é "início de recuperação".

Comentário colorado deste blogueiro: ha ha ha ha ha ha ha ha......

domingo, 6 de abril de 2008

Domingo Glorioso

Corinthians fora do G-4 ?
Grêmio fora do Gauchão ???

Não tem outra explicação: Os rivais resolveram presentear o Internacional de Porto Alegre na semana em que comemora seus 99 anos. Obrigado ! obrigado !

domingo, 24 de fevereiro de 2008

Brutal

A bola virou um mero detalhe na impressionante foto tirada do momento em que o brasileiro naturalizado croata Eduardo da Silva teve a perna fraturada. O lance aconteceu aos dois minutos do jogo Birmingham City X Arsenal, realizado ontem. O nome do gentil zagueiro é Martin Taylor.

Arsene Wenger, técnico do Arsenal, pediu que Taylor fosse banido do futebol. Como de praxe, a defesa de Taylor foi dizer que não quis machucar o jogador (ah, bom!) e que está abalado com a contusão sofrida por Eduardo (ah, bom! 2).

No vídeo abaixo dá para notar como o lance foi mesmo casual e sem maldade.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Site da CBF presta homenagem à Garrincha



Garrincha prestes a passar por três Joões...





20/01/2008 às 12:12

Os 25 anos da morte de um gênio do futebol

Garrincha, Alegria do Povo, ídolo do Botafogo, o bicampeão pela Seleção Brasileira que encantou o mundo

CBF NEWS

Garrincha, Alegria do Povo, marcou seu nome na história do futebol mundial como um autêntico gênio da bola. Foi um legítimo representante do futebol-arte brasileiro, bicampeão do mundo pela Seleção Brasileira na Suécia e no Chile, sendo que em 1962 transformou-se no protagonista da campanha depois da contusão de Pelé, decidindo aquela Copa para o Brasil com um repertório de jogadas e gols decisivos.

Tinha como jogadas características o drible desconcertante para a direita, o arranque e o cruzamento para a área. Fez parte do melhor time do Botafogo de todos os tempos, que contava com Zagallo, Didi, Amarildo, Garrincha e Nilton Santos, e dos melhores anos da Seleção Brasileira.


Manoel dos Santos ganhou o apelido quando ainda era criança, em Pau de Grande, distrito de Magé, no Rio de Janeiro. Garrincha era o nome de um pássaro de cauda vermelha, que ele costumava caçar. Começou a jogar aos 14 anos, no Esporte Clube Pau Grande. Mais tarde foi levado por Arati, um ex-jogador, para o Botafogo.


No clube da estrela solitária, Garrincha viveu seus anos de glória. Foi campeão carioca em 1957 e bi em 1961 e 1962. Pelo clube, marcou 242 gols em 613 jogos entre os anos de 1953 e 1965. No final da carreira, chegou a defender o Corinthians, onde, aos 33 anos, conquistou o Torneio Rio-São Paulo de 1966 (jogou apenas 13 vezes pela equipe paulista) e o Flamengo, além de outras equipes do futebol brasileiro e colombiano.


Garrincha morreu no Rio de Janeiro, no dia 20 de janeiro de 1983, vítima de um edema pulmonar. O velório foi realizado no Maracanã, palco de suas grandes atuações, e foi acompanhado por milhares de fãs.

extraído de http://www2.uol.com.br/cbf/sitenoticias/_781012122008120.html

domingo, 2 de dezembro de 2007

A Mercedes e os ônibus

Extraído do blog do Juca Kfouri:

Era uma vez uma Mercedes-Benz. Ela era linda, em cinza metálico, com as melhores peças do mercado.

Causava inveja em muita gente.

Foi vendida para uns paulistas metidos à besta por um cara que falava inglês, de nacionalidade indefinida, e que garantiu ser o melhor carro de todos.

Botou gasolina, rodas de liga leve, bancos de couro, fez realmente um lindo carro.
A tal Mercedes foi disputar uma corrida.

Contra vários ônibus.

Como todos sabemos, um carro esporte sempre vai levar vantagem contra ônibus.

Um carro esporte da Mercedes, mais ainda.

Um carro esporte todo reformado, nos trinques, e com a marca da Mercedes? Sem chance para os outros.

No entanto, a corrida era longa, era preciso resistência.

Quem liderava era um ônibus vermelho.

Humilde, vindo do Sul, dirigido por um visionário, co-pilotado por um cara meio turrão e com uma equipe média, mas ajustadinha.

Era levada adiante com muita fé, coração e garra da sua torcida, que nunca deixava de acreditar.
Até que em um momento, reuniram todas as equipes numa salinha e disseram: "É o seguinte, competidores. Duas das baterias em que a Mercedes perdeu não valeram. Ela vai ter que correr de novo."

Muitos chiaram, a torcida protestou, a corrida foi colocada sob suspeita.

O ônibus vermelho perdeu a liderança para a Mercedes por causa das duas baterias.

A disputa seguia acirrada, quando em uma determinada bateria, o ônibus vermelho emparelhou com a Mercedes.

Quando iria fazer a ultrapassagem, a direção da prova deu a bandeira amarela e proibiu a manobra. É claro, o piloto do ônibus vermelho reclamou.

E o dono da Mercedes respondeu, com enorme prepotência: "Infelizmente, tem gente que pode ter uma Mercedes, enquanto outros precisam andar de ônibus pela vida toda"

Dois anos depois daquela corrida, está sendo disputada outra.

O tal do ônibus vermelho carrega na frente uma coroa, pois ganhou outras corridas pela América e pelo Mundo.

Segue faceiro seu rumo, sem muito compromisso, quando olha para o lado e vê, na grama, um carro bem conhecido.É a Mercedes.

Não tem mais gasolina; o combustível era adulterado.

Não tem mais as rodas de liga-leve, que eram roubadas.

Não tem mais os bancos de couro, que se desmancharam, pois eram falsificados.

Nem a pintura metálica tem mais. Está acabada, arruinada, em um canto da pista.

Não consegue sequer completar a prova.

Está prestes a sair da corrida.

Ainda dá tempo para bater o carro azul, mas ninguém acredita que ela consiga sair da areia. O ônibus vermelho pode ser a última chance.

O dono do Mercedes, sujo, esfarrapado e acabado, pede em lágrimas para o comandante do ônibus, com um gancho de reboque na mão:"Me ajuda?"

O piloto do ônibus apenas sorri.

O mundo, meus amigos, dá muitas voltas.

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Preguiça em Lima, sufoco no Morumbi

Kaká? Robinho? Que nada, Luis Fabiano é quem foi "o cara"

Nesta rodadada dupla das Eliminatórias o Brasil não jogou bem nem fora nem em casa: empate medíocre contra o Peru, vitória sofrida contra o Uruguai. Aliás, nos últimos anos os uruguaios não jogam bem contra ninguém, só contra nós. Exatamente o inverso da Argentina. Tanto que hoje quebramos um pequeno tabu de 6 jogos sem vencer a Celeste - a última vez tinha sido em 1999.

O destaque negativo da rodada foi o Ronaldinho, que voltou a jogar como na Copa de 2006, ou seja, nada. É triste ver um craque como ele, com apenas 27 anos, entrar em campo como se estivesse voltando de uma churrascaria rodízio - enfastiado, entediado, desinteressado. Não é à toa que está quase indo pro banco no Barcelona.

Já o destaque positivo fica para Luis Fabiano. Ironicamente ele só foi convocado por causa da contusão do Afonso. Bem capaz de ter se tornado titular depois do jogo de hoje. Não é craque, não é o herdeiro perdido da dinastia Careca-Romário-Ronaldo, mas fez o que esperávamos que Vagner Love tivesse feito meses atrás: gols. Acho que foi a primeira vez que o centroavante do Brasil resolveu a partida na era Dunga-treinador.

Vamos para nossa "exclusiva" classificação comparativa, após 4 jogos:

Eliminatórias 2002
Brasil 8 pontos, saldo 2 gols
2º lugar

Eliminatórias 2006
Brasil 8 pontos, saldo 2 gols
3º lugar

Eliminatórias 2010
Brasil 8 pontos, saldo 6 gols
3º lugar

As eliminatórias param até junho de 2008, quando acontecerá outra rodada dupla, contra Paraguai fora e Argentina em casa.

terça-feira, 20 de novembro de 2007

EMPATE NO MONTEIRÃO


Apesar de sair na frente no marcador, com um gol do atacante Gilvan, o Pires do Rio cedeu o empate e a virada para o forte time do Santa Helena, conseguindo arrancar um empate somente aos 36 do segundo tempo, quando já jogavam dez contra dez, em um pênalti batido pelo ala esquerda Zinho, ex-CFZ de Brasília, para alegria dos quase três mil torcedores presentes.

Chamou a atenção o momento “Zidane” protagonizado pelo jogador do Santa Helena, Jean Carlo, no lance que resultou na expulsão de um jogador de cada lado.

Em uma disputa de bola normal, o jogador no. 08 do Pirão, Wesnalton acabou acertando um tapa na cara de Jean, que em um lance muito parecido com o do jogador francês na copa de 2006, revidou com uma cabeçada, o que provocou sua expulsão direta, bem como a do jogador piresino, que já havia sido advertido com um cartão amarelo.

Não satisfeito, Jean Carlo partiu para cima de outro jogador da locomotiva, o atacante Gilvan, tendo que ser contido por seus colegas. Uma postura vergonhosa que deveria ser analisada pelo Tribunal de Justiça Desportiva local.

No outro jogo desta fase, em Aparecida, vitória simples do Morrinhos, conseguindo importante resultado fora de casa.

Dia 25 acontecem os jogos de volta nas cidades de Santa Helena e Morrinhos. Invicto desde o começo do campeonato, em algum momento o Santa Helena terá de fraquejar. Por que não nesta rodada ?

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Flamengo, 112 anos de história e glória.

De pé: Leandro, Zé Carlos, Andrade, Edinho, Leonardo e Jorginho;
Agachados: Bebeto, Aílton, Renato Gaúcho, Zico e Zinho.

Com a tragicômica novela sobre quem é o primeiro pentacampeão brasileiro ainda se arrastando, inevitável não lembrar do time que conquistou o quarto campeonato para o Mengão, vinte anos atrás. Ainda mais hoje, dia do aniversário do rubro-negro.

Acima de qualquer outra coisa, o título de 1987 é nosso pois o Flamengo venceu os melhores times do país, num campeonato onde todo jogo era clássico - afinal eram 16 equipes de ponta disputando - com uma equipe cheia de craques. Alguém aí lembra qual era a escalação do Sport Recife na final do Módulo Amarelo de 1987, no jogo que terminou empatado em 11 x 11 contra o Guarani?

Já a do Flamengo...Zico é Zico, dispensa apresentações e comentários.

Bebeto, Zinho, Leonardo e Jorginho seriam campeões do mundo pelo Brasil em 1994. Aldair, outro titular na campanha do Tetra, e então com 21 anos, jogou boa parte do campeonato, apesar de ter sido reserva nas finais.

Aliás, dos onze titulares do jogo final, nada menos que dez tiveram passagens de destaque pela seleção brasileira; oito disputaram pelo menos uma Copa do Mundo*; quatro ganhariam medalha olímpica de prata em Seul/88**.

Leandro e Andrade foram também campeões do mundo, mas de clubes, na histórica lavada no Liverpool, em 1981. Outro que também foi campeão interclubes, mas pelo Grêmio, foi Renato Gaúcho, em 1983.

Zinho e Andrade são os jogadores com maior número de títulos brasileiros, cinco cada.

Aílton, o jogador menos famoso desse time e único sem convocações para a seleção, é um jogador com vários títulos (como a Copa Brasil de 1990 pelo Mengão) e histórias no futebol. Foi dele, por exemplo, o gol do título do Grêmio no Brasileirão de 1996.

Apesar disso tudo, o time era uma mescla de garotos e veteranos muito irregular e a campanha no primeiro turno mostra bem isso: sexto lugar entre oito equipes, no grupo A.

A fórmula de disputa do campeonato daquele ano previa dois grupos de oito, jogando em dois turnos. No primeiro, os times de um grupo enfrentariam os do outro; no segundo, jogos entre times do mesmo grupo. Os vencedores de cada grupo, em cada turno, jogariam a semifinal.

No turno final, contra as equipes do próprio grupo, o Mengão se recuperaria na tabela, mas ainda assim fica em segundo lugar. Só se classificou para a semifinal por ter o Atlético-MG vencido ambos os turnos. A outra semifinal foi disputada por Internacional e Cruzeiro, vencedores do primeiro e segundo turno pelo grupo B, com o Inter vencendo.

O Flamengo enfrenta o Atlético, time de melhor campanha, dirigido por Telê Santana, mas vence duas vezes - 1 x 0 no Maraca e 3 x 2 em pleno Mineirão, com um gol de Renato Gaúcho aos 34 do segundo tempo, quando o Galo era melhor em campo, depois de ter empatado uma partida que perdia por 2 x 0.

Depois de atropelar o favorito nas semi, a final com o colorado gaúcho foi quase protocolar: o título já era nosso. E, com gols de Bebeto tanto no empate em 1 x 1 no Beira-Rio quanto na vitória de 1 x 0 no Maraca, o Flamengo leva mais uma taça para sua coleção.

As cinco taças de campeão brasileiro


*exceções: Zé Carlos, Aílton e Andrade
** Zé Carlos, Jorginho, Andrade e Bebeto