quinta-feira, 30 de outubro de 2008

The Clash Live



Acaba de ser lançado um ao vivo do grupo The Clash.

Live at the Shea Stadium captura o grupo já em fase "pós-punk", perto do fim, mas ainda com muita gordura para queimar, e tocando para uma platéia que aguardava um show do The Who, e isso em 1982 !!! E no estádio que consagrou os Beatles !!! Caramba !!

É o famoso "não ouvi mas acho que vou gostar", vejam o set list de encher os olhos:

01 - Kosmo Vinyl Introduction

02 - London Calling

03 - Police on my back

04 - The guns of Brixton

05 - Tommy Gun

06 - The Magnificent Seven

07 - Armagideon Time

08 - The Magnificent Seven (Return)

09 - Rock The Casbah

10 - Train In Vain

11 - Career Opportunities

12 - Spanish Bombs

13 - Clampdown

14 - English Civil War

15 - Should I Stay or Should I Go

16 - I fought the Law

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Resposta da resposta

Primeiro de tudo: "resposta ao Filipe" por qual razão? Por acaso eu clamei vitória ou comemorei a derrota de quem quer que fosse, aqui no blog? Essa foi a primeira incongruência do post abaixo.

A segunda foi dizer que "o petismo é eficiente em plantar a sua versão na imprensa". Essa frase, no país do PIG, soa mais como piada.

A terceira incongruência é a análise rasteira que é feita dos números, o que não surpreende, vinda de onde veio.

Sempre dá para torcer os números e adequá-los à realidade que se pretende ver.

No caso do ídolo do Feluc, se enxerga a totalização de hoje isolada de qualquer outro critério e, com isso, se pretende mostrar que a oposição é forte, unida, confiante e um dia vai varrer "essa raça" do país, como tanto sonhou - em vão - o político aposentado Bornhausen.

Feluc, se honestidade e bom debate houvesse no blog do seu amigo - como aqui há - números como os abaixo poderiam ser lá comentados.

Mas os deixo aqui para você, que eu sei que os entende perfeitamente e vê quem está crescendo e quem está se esvaindo.
clique para ampliar a imagem

O Demo tem metade dos prefeitos de oito anos atrás e se tornou o quinto partido do país nesse critério (atrás também do PP, não incluído no gráfico). O poderoso PMDB continua menor do que era nos anos FHC, quando em nada ajudou Serra na eleição de 2002. O novel conservador PPS voltou a representar nada, caindo para um terço das prefeituras que tinha. A tucanada leva vantagem sobre os demos apenas na velocidade da queda.

O PT? Cresceu 5 vezes de 1996 para cá. Mesmo bombardeado dia após dia pelo PIG com alcunhas de toda espécie, cresceu mais entre 2004 e 2008 do que o PSDB havia crescido de 1996 para 2000. Ou seja, no mesmo período de governo de FHC e Lula.

Por fim, é notório que os números das eleições municipais não se prestam para previsões ou projeções em eleição para presidente. Eleição municipal é reflexo do interesse local mais a percepção geral do momento, tendendo para reeleição/continuidade quando o senso comum diz que as coisas vão bem.

Dizer que Serra, Dilma, Aécio, Ciro, e sei lá mais quem, ganharam ou perderam com as eleições de 2008 soa mais como torcida do que como análise.

Continuo pessimista... ainda bem!


Resposta ao Filipe. Do blog do Reinaldo Azevedo

Viram o quadro acima?
Pois é.

Então vamos ao que não vão lhes dizer, leitores.

Porque o petismo é eficiente em plantar a sua versão na imprensa.

E ele diz, vamos ser claros, o que boa parte do jornalismo político quer ouvir. O critério da vitória e derrota, dizem, é o número de prefeituras. É?

Vejam ali: o PMDB conta com 1.201. E pode estar com qualquer um em 2010. Só não estará sozinho, com candidato próprio, porque ele quer é orçamento das prefeituras e estados. E não os problemas da Presidência. Pra quê?

Outro bloco que estará junto, vejam só, tem nada menos de 1.416 prefeituras: junta PSDB, DEM e PPS. Digamos que o tal bloquinho (PSB, PC do B, PDT, PMN e PRB) mantenha a coesão (?). Esses partidos somam 784 prefeituras. Digamos ainda que toda essa gente continue junto com o PT: só nesse caso é que se chega a 1.343 prefeituras — um número ainda inferior às conquistas das oposições. E o resto?

Bem, pode estar em qualquer lugar e com qualquer um. Mas esses são, digamos, os três eixos que contam.


Se a picaretagem intelectual quiser colocar o PMDB na conta do governo Lula, aí, claro, trata-se de uma vitória formidável. Mas pra isso é preciso apagar o passado governista do partido nos governos Sarney, Itamar, FHC e, claro, Lula. E seu futuro governista também, seja qual for o governo. De fato, essa numeralha (mistura de número com tralha) não tem grande importância.


As vitórias políticas, acho, contam mais. Mas já que querem brincar de aritmética política, a realidade parece bem outra, não? E não deixa de ser formidável que as oposições ainda somem o maior bloco de Prefeituras, se formos pensar em alguma coesão entre as legendas, depois de seis anos de lulismo e da maior base política jamais montada por um presidente. Tudo por ideologia e patriotismo, é claro. Maria Victoria Benevides pode certamente nos explicar o rigor ético dessas alianças.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Frase da Semana

Falando em Jerry Lewis:

"Everybody talks about politicians _ I don't do it because I do comedy already," he said, declining to comment on either Barack Obama or John McCain. "There's nothing fun about it."

http://www.foxnews.com/wires/2008Oct23/0,4670,ASPeopleJerryLewis,00.html

O Professor Aloprado...2 ?!? DE NOVO ???




Extraído do site cinemablend.com

One of the reasons I don’t like the idea of remakes is that it damages some of the legacy of film. Younger fans of movies may never know who originally played a classic role, or at the very least will always compare the original with a more contemporary version. For instance: The Nutty Professor was not always an excuse for Eddie Murphy to do a fat suit and fart a lot. Before he had his take on the character, Jerry Lewis owned the part.

Now there’s an even newer version of The Nutty Professor - an animated tale, featuring the grandson of the original Nutty Professor. Years after Lewis’s character had his turn with his potion of confidence, grandson Harold Kelp finds the recipe and has his own adventures, learning the same lesson his grandfather learned - the importance of being true to yourself.

Interessou-se ? Leia o resto AQUI

Resultados eleitorais IV

Resultados eleitorais III

domingo, 26 de outubro de 2008

Leitura de Final de Semana

Foto meramente ilustrativa- detalhes abaixo

The Importance of Being Earnest

The Importance of Being Earnest é uma comédia sobre identidades trocadas. A confusão de identidades já começa no título da obra já que um dos protagonistas é justamente chamado Ernest. Ao mesmo tempo, ele não é Ernest... Ou melhor dizendo, às vezes ele é Ernest ou Jack, dependendo das conveniências. E ele também às vezes é "earnest" (honesto) ou não, dependendo das circunstâncias.
Na verdade Ernest Worthing chama-se Jack, e mora numa casa de campo, mas ele inventou um parente chamado Ernest, que mora em Londres e sempre que tem vontade de ir a Londres ele simplesmente diz a todos que “Ernest” está encrencado e ele precisa ir ajudá-lo a resolver a questão.
Mas Jack tem um amigo (de verdade) em Londres, chamado Algernon. Algernon descobre que Jack tem uma sobrinha que é um tesouro (Cecily) e decide ir à casa de campo de Jack para conhecê-la apresentando-se como ...Ernest. Algernon, como se vê é amigo mais da onça do que de Jack. A coisa se complica ainda mais porque Cecily vai com a cara dele, sem nem saber que o nome dele na verdade é Algernon.

Enfim, “The Importance of Being Earnest” é uma comédia extremamente bem-trabalhada. Como já está no domínio público, qualquer pessoa pode baixá-la dos Projetos Gutenberg da vida e preencher uma tarde de fim de semana que estava vazia porque a namorada resolveu sair com o seu (dela) amigo Ricardo, que veio passar uma temporada em Brasília, a fim de ajudar uma amiga em dificuldades.



Coisas que aprendi com este livro 

A vida das pessoas abastadas no período vitoriano era um tédio total (jantar fora, por exemplo, era considerado um grande programa, o que é inacreditável levando-se em conta a fama da cozinha inglesa).

Na Inglaterra a audição é inversamente proporcional ao senso de polidez.

Ter um parente doente pode ser uma solução ao invés de um problema.

O desentendimento entre um homem e uma mulher pode levar ao casamento.

Homens são altamente influenciáveis por mulheres que conhecem geologia e alemão.

É possível saber se alguém é casado ou solteiro pela qualidade da bebida servida em sua residência (isso era uma novidade em 1895).

Noivados prolongados têm a desvantagem de permitirem aos noivos se conhecerem bem um ao outro.

Você pode dizer a verdade para uma velha feia mas não para uma jovem bonita (pensando bem, faz sentido...). 

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

3 shows em 3 continentes no mesmo dia


Está lá no Guiness Book of Records. Em 23/10/1995, há exatos 13 anos, o Def Leppard fez três shows em três continentes diferentes, no mesmo dia. A maratona, feita para divulgar o lançamento do disco Slang, começou 05 da manhã na cidade de Tangiers, Marrocos; depois a banda tocou em Londres, e à noite em Vancouver, no Canadá.
Como diria um dos gurus deste blog, Raffah Maiah, é de encher os olhos de qualquer programa de milhagens.

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

A Decadência do Ocidente - Capítulo 359



Era só uma questão de tempo...

"Le Vin de Merde" chegou atrasado. Veja só o que já foi a leilão (detalhe: cada lata estimada em $50.000-70.000):

http://nymag.com/daily/intel/2007/02/christies_to_sell_pigeons_shit_1.html

Tributo a Jacques Brel em Brasília

Franceses lançam "Le Vin de Merde"

Vinho de má fama no sul da França faz sucessono país.
Da BBC.



Rotulo do rosé francês 'Le Vin de Merde'. (Foto: BBC)
No sul da França, os fabricantes de vinho estão usando a má fama que têm de produzir bebidas de qualidade ruim para alavancar as vendas. E por incrível que pareça, a estratégia está dando certo.

Em Languedoc, no sul do país, os viticultores batizaram a garrafa de Le Vin de Merde, nome que poderia espantar o cliente. No entanto, o vinho rosé está agradando o paladar dos degustadores.
Para incrementar o comércio, os bares oferecem a degustação da bebida, antes de mostrar o rótulo da garrafa.

Outro fator que colabora para o sucesso de vendas é o preço. A garrafa é vendida a 7 euros.
Os viticultores celebraram o bom resultado: o estoque inteiro desse ano foi vendido.

Se o MST aqui é assim, imaginem como é no Paraguai?

http://www.estadao.com.br/internacional/not_int263765,0.htm

Que isso sirva de lição a esses fazendeiros imperialistas que teimam em ir produzir alguma coisa em países estrangeiros.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

21/10/2008
Michael Burleigh, historiador: "A tolerância multicultural européia ajuda os terroristas"


Michael Burleigh, historiador britânico de 53 anos, é fleumático e nunca eleva a voz. Mas é um interlocutor implacável, curtido em mil debates e com anos nas costas de batalhas contra a esquerda e o politicamente correto. Seu tema é o terrorismo e sua erudição ficou clara em "Sangre y rabia - Una historia cultural del terrorismo" (ed. Taurus), que lança nestes dias em Madri. "A tolerância multicultural das sociedades européias ajuda os terroristas", conclui Burleigh, que contrapõe a sociedade britânica ao "cosmopolitismo" dos EUA."
A tolerância multicultural é uma construção da esquerda liberal", aponta esse pensador formado em Oxford e na Escola de Economia de Londres. O multiculturalismo contra o qual ele adverte é o seguinte: "É uma ideologia que reduz a complexidade e divide a sociedade em tribos confrontadas com uma única identidade. Por exemplo, se você é muçulmano não pode ser gay, e será representado diante do governo por um autoproclamado líder tribal com um discurso vitimista". "Esse entorno facilita o arraigamento do discurso da reclamação que alimenta os terroristas", acrescenta.
Para sua indignação, os governos europeus costumam promover esse multiculturalismo: "Sempre se defende a interlocução com os autoproclamados líderes tribais, com o que se reforça sua visão monolítica da comunidade com seus inimigos e se agrava o problema", afirma depois de criticar o jornal "The Guardian" e outros templos do progressismo britânico, que considera contemporizadores demais com o islamismo radical que alimenta de terroristas a Al Qaeda e outras organizações.
Na sua opinião, é um erro chamá-las de "islamo-fascistas" porque seu exemplo, sustenta, é o bolchevismo: "Há uma pequena elite e um líder supremo que devem iluminar uma grande massa ignorante", declara.
Burleigh não oculta seu "conservadorismo realista, cético diante dos neoconservadores", mas sobretudo indignado diante do "antiamericanismo" da esquerda européia: "O compromisso dos EUA em relação à segurança européia permitiu que a Europa poupasse não poucos recursos em termos de defesa para destiná-los aos programas de saúde e bem-estar social", afirma.
Ele foi contra a invasão do Iraque, mas considera absurdo continuar envolvidos nesse debate porque na sua opinião agora trata-se de evitar que a Al Qaeda obtenha armas de destruição em massa. Por isso aponta o Paquistão, que dispõe de armas nucleares, como a principal frente na luta antiterrorista.
O trabalho de Burleigh tem intenções enciclopédicas e tenta destrinchar os elementos culturais comuns entre um anarquista do final do século 19 e um jihadista do início do século 21, passando por revolucionários de 1968 e libertadores de todo tipo de nações, incluindo a basca. Por mais diferentes que sejam quanto à formação e ideologia, todos compartilham algo: "Têm uma visão romântica de si mesmos: estão convencidos de que eles em particular vão dar um grande empurrão na história". A ideologia fica então em segundo plano. "É utilizada para explicar as ações, mas não é o importante", opina. E acrescenta: "Não compartilho os slogans que dizem que sempre é bom falar. De que se pode falar com a Al Qaeda? Sobre o que se pode negociar?", pergunta-se. Mas não foi a negociação que conseguiu acabar com o IRA? Não, na opinião de Burleigh, que afirma que as lições que se tiram do fim do IRA são exatamente as contrárias e que a Espanha deveria tomar nota disso para lidar com a ETA. "O IRA foi derrotado porque foi totalmente infiltrado pela espionagem britânica", aponta. "A derrota militar foi total e depois se procurou uma maneira de ajudá-los a abandonar as armas", acrescenta. E conclui: "Sempre é preciso oferecer uma saída [aos terroristas], mas antes é preciso derrotá-los".