
Obviamente não concordo com a intenção subversiva da imagem acima de insinuar que o capitalismo explora as massas. Coloco aqui a foto apenas porque o design remete a uma estética vitoriana interessante. Clique na imagem para ampliá-la.



Nenhuma agência de publicidade contratado pelo governo alemão conseguiria polir melhor a imagem da Alemanha no exterior como fizeram Müller, Özil, Schweinsteiger e Khedira. No exterior, a Alemanha sempre foi reconhecida por sua alta motivação, moral e disciplina, e agora também pela leveza e beleza. Tudo isso se deve ao novo estilo do futebol, que celebra um time cuja metade dos jogadores é fruto da imigração.
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Isso surpreende devido ao fato de muitos alemães continuarem negando que a Alemanha seja um país de imigração. A entrada no país de pessoas com outra crença, pele escura e nomes impronunciáveis é vista como problema, e não como oportunidade. O futebol, que para muitos é a futilidade mais bonita do mundo, ensina o setor político e outros setores da sociedade como fazer uma integração bem-sucedida.
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Falar sobre futebol é sempre também falar sobre o país que o time representa. O futebol alemão teve sucesso por décadas. Combatividade, disciplina tática e absoluta vontade de vencer foram as virtudes que se sobressaíram nos triunfos do passado: "Futebol é um jogo de onze contra onze e no fim vencem os alemães", disse uma vez Gerry Linneker, goleador da seleção inglesa da década de 1980. E ele descreveu nada mais do que a grande eficácia do futebol made in Germany. Isso se aplicava ao sucesso econômico do país: o futebol alemão era a imagem da economia alemã.
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Desde 1974 o vencedor da Copa levanta outro troféu, a Taça FIFA, de posse apenas temporária. Esta segunda taça está sendo disputada pela décima vez e será vencida domingo pelo sexto país diferente (Alemanha, Argentina, Itália, Brasil, França e agora Holanda ou Espanha).
A Holanda chegou à sua terceira final de Copa. Se não vencer domingo, vira uma espécie de Vasco da Gama dos Mundiais: nenhuma outra seleção tem três finais e nenhum título. Breve lista das equipes que, até hoje, foram no máximo vice-campeãs mundiais: Tchecoslováquia (1934 e 1962), Hungria (1938 e 1954), Suécia (1958) e Holanda (1974 e 1978).
Se vencer, a Espanha dificilmente escapa de uma histórica marca negativa: será o pior ataque de uma seleção campeã em todos os tempos. Para fugir desse recorde os espanhóis precisarão vencer por 5 gols de diferença, já que marcaram apenas 7 vezes até aqui. Atualmente os piores ataques campeões são os da Itália de 1934, da Inglaterra de 1966 e do Brasil de 1994 - todos com 11 gols.













