sábado, 29 de março de 2008

E você reclama do seu emprego

"Os call centers constituem um fenômeno emergente no mundo do trabalho. Suas condições são comumente comparadas àquelas das tecelagens inglesas da Revolução Industrial. A mão-de-obra é abundante e tem baixa qualificação, o trabalho é árduo e estafante, o controle é impiedoso e a remuneração, ínfima.
Quem viu um viu todos. Call centers são geralmente alojados em salões amplos e o espaço dividido em dezenas ou centenas de cubículos. A inspiração das linhas de montagem é nítida. Os atendentes têm seus tempos e movimentos minuciosamente controlados, as gravações são monitoradas e o tempo de atendimento é acompanhado. As falas, do “bom dia” até o “obrigado por ligar”, são determinadas por scripts predefinidos. As conseqüências do sistema são conhecidas: alto nível de estresse, distúrbios mentais, altas taxas de absenteísmo e de rotatividade".

Thomaz Wood Jr., Carta Capital. A íntegra pode ser lida aqui.

Clique na imagem para ver o Rafinha ali na fileira de cima, segunda baia da direita para esquerda!

The Black Sabbath Cartoon

Grande sacada da TV Funhouse.



Um Ozzy sempre meio alterado; um Bill Ward bebum que não consegue proferir as palavras direito, mas que sempre está com a razão; um cachorrão amigão que surge do nada; as passagens de uma cena para outra; a cena de perseguição com música, bem ao estilo Josie and The Pussycats; a música tema que simplesmente não tem nada a ver com o estilo da banda; uma série interminável de piadas politicamente incorretas sobre sexo e drogas, além da falsa claque ao fundo (algo que os norte-americanos chamam de laugh track). Tudo isso condensado em pouco mais de dois minutos neste vídeo único em todos os sentidos.

Uma série que obviamente jamais foi produzida ou pensada, mas que poderia ter sido e faria sucesso. Uma homenagem às avessas aos similares que realmente foram feitos nos anos 70, como o Jacksons Five Cartoon e os Archies

sexta-feira, 28 de março de 2008

The Doors em Bsb ? Em que ano estamos ?

Atenção: Jim Morrisson não é o japonezinho da esquerda...

Nos últimos dias temos visto uma série de toscos cartazes, espalhados pela cidade, informando que, teoricamente, no dia 11 de abril a lendária banda "The Doors" irá se apresentar em Brasília.

Infelizmente esta informação está longe de ser verdadeira e pode levar alguns consumidores incautos a erro.

Na verdade, a banda The Doors encerrou suas atividades em 1973, após os integrantes Ray Manzarek (teclados), Robbie Krieger (guitarra) e John Densmore (bateria) descobrirem o óbvio ululante, ou seja, que não era possível prosseguir dignamente sem a presença do lendário vocalista-xamã Jim Morrisson, falecido em Julho de 1971.

Aliás, as tentativas de sobreviver sem Morrisson resultaram em dois retumbantes fracassos discográficos - os constrangedores "Other Voices", de 71 e "Full Circle", lançado no ano seguinte, cultuados somente pelos chamados "fãs completistas", ou seja, aqueles que compram discos de entrevistas, dvd's de 20 minutos de duração ao custo de oitenta reais, coletâneas repetidas, versões de músicas cantadas no chuveiro (o que eu chamo de "shower sessions"), e coisas do gênero.

Mas é lógico que na falta de novos grupos à altura, já faz tempo que a turma dos anos 60 e 70 se esbalda em turnês de eterno retorno, muitas vezes com bons resultados, outras vezes nem tanto.

Foi o que aconteceu com o próprio The Doors, quando o trio remanescente, devidamente rebatizado de "The Doors of the 21st Century", reuniu-se em 2004, tendo como vocalista talvez o cara mais indicado para emular o velho Jim (excetuando-se é claro o Val Kilmer), simplesmente o ex-vocalista do The Cult, Ian Astbury, que é até fisicamente meio parecido com o finado Morrisson, além de ter uma excelente voz.

Mas desta vez o buraco é mais embaixo. Temos apenas um duo remanescente, formado por Manzarek e Krieger, acompanhados por Brett Scallions (ex-The Fuel) nos vocais, o baterista Ty Dennis (que já havia substituído um adoentado Densmore nos "Doors of the 21st. Century") e o veterano baixista de estúdio Phil Chen, cujas credenciais incluem trabalhos com Jeff Beck, Joan Armatrading, Rod Stewart, Eurythmics e muitos outros.

Além disso, o duo e seus asseclas sequer têm autorização para usar o nome "The Doors". Na verdade uma ação movida por Densmore e pela família de Morrisson, fez com que o quinteto adotasse a alcunha de "Riders on The Storm", talvez não por acaso a última música do último disco gravado por Jim, o clássico 'L.A. Woman", de 1971.

De forma alguma pode ser discutido o direito que o quase septuagenário Ray Manzarek tem de continuar tocando pelo mundo, se divertindo e mostrando o inesquecível repertório composto pelo grupo no final dos anos 60. Não se discute que a apresentação deve ser interessante, que os músicos são competentes e que, pelo menos, dois membros da formação original estarão lá, defendendo um set recheado de verdadeiros clássicos do rock para um público que, majoritariamente, não era nascido quando Jim foi sepultado no Pére Lachaise, em Paris.

O que eu quero deixar claro é que acho absurdo a propaganda enganosa que está sendo feita. Acho também que o preço dos ingressos para ver esta banda cover de luxo está muito alto - R$ 80 (arquibancada), R$ 140 (cadeiras), R$ 180 (palco VIP). Também não sei se o Ginásio Nilson Nelson seria o melhor lugar para este show, por conta de sua acústica de qualidade duvidosa.

Por fim, assim como o Creedence Clearwater Revisited não é o velho Creedence, o Bjorn Again não é o ABBA e as dezenas de "The Platters" que se apresentam ao mesmo tempo pelo mundo todo não podem soar como os originais; também o que Brasília assistirá não pode se comparar ao que seria uma apresentação dos The Doors.

Aliás esse precedente dos Platters é assustador. A banda virou uma franquia. Ainda nos dias de hoje, apesar de quase todos os integrantes originais dos Platters já terem falecido (resta apenas o bass singer Herb Reed, 76 anos e em atividade) existem dezenas de grupos "oficiais" embalando festinhas de anos 50 mundo afora.

Lembro-me também que havia dois grupos chamados "Temptations" nos anos 80, e ambos com integrantes originais do quinteto de doo-woop.

Já imaginaram se amanhã ou depois grupos como "Ramones" ou "Carpenters" resolvem voltar?

Como assim ? Quem assumiria os vocais da Karen ? A Björk ?
Em que ano estamos ?

quinta-feira, 27 de março de 2008

Blog do Ricardo Noblat

Não preciso dizer que assino embaixo...

Lula ultrapassou, ontem, no Recife, todos os limites da irresponsabilidade durante cerimônia de assinatura de ordem de serviço para a construção de obras financiadas pelo Programa de Aceleração do Crescimento.
Ao elogiar o ex-presidente da Câmara dos Deputados Severino Cavalcanti (PP), sugeriu que ele perdeu o cargo e foi obrigado a renunciar ao mandato por pressão das "elites paulistas e paranaenses".
De fato, Severino renunciou ao cargo e ao mandato porque se provou que fora subornado por Sebastião Buani, concessionário de um dos restaurantes da Câmara.
De Buani, Severino recebeu cheques mensais para permitir que o restaurante dele seguisse funcionando. Rastreou-se um cheque de R$ 10 mil que foi parar na conta de Severino.
- Eu continuo tendo o mesmo respeito, hoje, que eu tinha por você há muito tempo porque a relação humana não é feita apenas do momento - disse Lula. “A relação humana é feita de forma mais sadia.”
Antes, havia dito, apontando na direção do seu correligionário:
- Estou vendo ali um homem que foi presidente da Câmara. Ele foi eleito porque nossa oposição queria derrotar o governo, achando que o Severino ia ser contra o governo. Elegeram o Severino, mas não levou muito tempo para eles perceberam que o Severino não era oposição.
Não, não era mesmo. Era um dos mais fisiológicos deputados. Era conhecido como o Rei do Baixo Clero. Cobrou caro pelo apoio que deu ao governo. Indicou o ministro das Cidades. Recebeu outras benesses.
Severino renunciou ao mandato para não ser cassado. Tentou se reeleger deputado federal. Faltaram-lhe votos para isso. Quis emplacar um dos seus afilhados como secretário do governador Eduardo Campos (PSB). Não conseguiu. Tornou-se uma figura desprezível da qual costuma fugir a maioria dos políticos.
Até que... Até que Lula lhe deu a mão.
Que exemplo o presidente da República imagina que oferece ao distinto público ao se referir da maneira como o fez a um político acusado de corrupção?
Como pode dizer que continua respeitando Severino depois de saber que ele recebia propina?
Como pode cobrar respeito a quem quer que seja se desrespeita a todos dessa forma?
O PT fez Caixa 2 porque todo partido faz, admitiu Lula em 2005 no auge do escândalo do mensalão.
Os R$ 20 mil do publicitário Marcos Valério, embolsados pelo deputado Professor Luizinho (PT-SP), não passaram de "uma merreca", observou Lula ao sair em defesa do seu companheiro.
Vai ver que para Lula o comportamento de Severino não foi de todo reprovável. Vai ver que é por isso que o compreende, o estima e o exalta.
Definitivamente, a herança maldita do período Lula será a banalização dos maus costumes no trato da coisa pública.

Eis a figura


D’Elia, o deputado provincial e braço de choque do kirchnerismo, clareou a relação com o chavismo e faz campanha paga pelo presidente venezuelano.
Não é casualidade a cobertura política e econômica que o presidente Kirchner outorgava aos grupos piqueteros, ou melhor.


Diz Luis D’Elia: “Mobilizar o povo, despertar consciências, percorrer o país de ponta a ponta é toda uma atitude. Os líderes piqueteros reivindicam, neste sentido, a estratégia de Simón Bolívar. ‘Somos profundamente bolivarianos’, proclamam os dirigentes, que não ocultam seu convecimento de encabeçar um movimento eminentemente político, acima das questões sindicais ou de conjuntura”. D’Elia, por exemplo, aspira a tornar realidade o sonho da unidade dos dois grandes partidos políticos argentinos. “Que os bons peronistas e os bons radicais, fiéis a Irigoyen e Perón, possam unir-se em uma mesma ferramenta”.
A visão dos novos rebeldes argentinos transcende as fronteiras do país. “Nós queremos a unidade popular para mudar o modelo e fazer outra política, que está em ascenção em toda a América Latina. Os acontecimentos do Equador, onde vai ganhar o movimento indigenista Pachakutik, não são boas notícias para o Império”, concluiu D’Elia em 1999.
Luis D’Elia, líder da Federação da Terra e Moradia, declarou que os piqueteros podem agrupar-se, basicamente, em quatro correntes.

Uma delas, acrescentou, na qual participam sua organização e outros 18 grupos, abandonou os bloqueios de ruas. Em aberto respaldo ao governo do presidente Néstor Kirchner envolve-se, pelo contrário, em ação social e comunitária, como restaurantes populares, cooperativas de trabalho e programas de moradia.
Outro grupo, disse D’Elia, “já não crê na democracia representativa e adere a posturas insurrecionais”. O terceiro setor é formado pelos aderentes da extrema esquerda, e uma quarta aresta apoia a tese de “construir poderes alternativos, de base popular, que com o tempo mudam os poderes existentes”, indicou.
D’Elia explicou que seu setor cifra grandes esperanças “em um novo poder regional, representado por Néstor Kirchner na Argentina, Luiz Inácio Lula da Silva no Brasil, Hugo Chávez na Venezuela, Fidel Castro em Cuba, Evo Morales na Bolívia e o candidato Tabaré Vázquez no Uruguai”. Adverte que o governo de Kirchner apoia a “Revolução Bolivariana” e que a Argentina formalizou um acordo para uma aliança estratégica contra os Estados Unidos, da mão do marxismo latino-americano. Parece uma “senha” política, porém, existe e há dados de informes da Inteligência ignorados, informações que são manejadas pelas FFAA, FFSS, sobre ações insurgentes financiadas pela Venezuela, pelas FARC, assim como pela ETA.

Não se enganem, também temos escória deste tipo.

Na terça-feira, Cristina Kirchner havia acabado de discursar ao país pela televisão para criticar duramente a posição do campo argentino, que rejeita o enésimo aumento dos impostos de exportação praticado pelo governo.
Com o último aumento, que eleva o imposto para 45%, Cristina conseguiu unir dois setores historicamente inimigos: os cerca de 2.500 grandes produtores agropecuários -que se opõem porque consideram o aumento um abuso- e os mais de 75 mil pequenos produtores, que terão de pagar a mesma coisa que os mais ricos, independentemente de sua renda.
O discurso da presidente não foi muito diferente do empregado por seu marido durante seu mandato em conflitos semelhantes. Houve desqualificações aos grevistas, referências ao passado, críticas à imprensa e uma ironia beirando o escárnio que terminou por acirrar o ânimo dos cidadãos.
Mal acabou o discurso, começaram-se a escutar ruídos de panelas de milhares de moradores de Buenos Aires que saíram a seus balcões para protestar contra a presidente. O coro foi acompanhado por todo o país: Rosario, Córdoba, Santa Fé e Tucumán, entre outras localidades. Os moradores saíram às ruas, bloquearam avenidas e alguns milhares se concentraram na Plaza de Mayo, em uma imagem calcada em 2001.
Perto da meia-noite de terça-feira a polícia abandonou a Plaza de Mayo e deixou o campo livre para que os piqueteiros oficialistas, comandados por Luis d'Elía, titular da Federação de Terras e Moradia (FTV) e ex-funcionario do governo de Néstor Kirchner, desmanchassem a socos a concentração civil.
O próprio D'Elía se atracou com um manifestante. E ontem advertiu que seus piqueteiros continuam "em estado de alerta".
"No tengo problemas en matarlos a todos"
11:13
El líder piquetero oficialista Luis D'Elía se mostró exaltado con las manifestaciones contra el Gobierno. Y afirmó tener "un odio visceral contra los blancos, de Barrio Norte".
El líder piquetero Luis D'Elía se empeñó hoy en volver a mostrarse como líder de una ofensiva violenta hacia las protestas del campo. Para eso, no dudó en incurrir en los agravios ("Lo único que me mueve es el odio contra la puta oligarquía") y asegurar: "No tengo problemas en matarlos a todos", afirmó.En declaraciones a la radio FM Reporter 650, el ex funcionario kirchnerista aseguró: "Tengo un odio visceral contra los blancos, de Barrio Norte, sépanlo de mi boca", y agregó: "Es el mismo odio que nos tienen ustedes los del norte a nosotros".D'Elía fue denunciado en la Justicia por "lesiones" contra un manifestante al que había trompeado en las inmediaciones del Obelisco porteño, durante el cacerolazo del martes a la noche. La presentación la radicó el agredido Alejandro Gahan, comerciante y dirigente de la Asamblea Ciudadana de Gualeguaychú.Anoche, en la nueva protesta contra el esquema de retenciones a las exportaciones que impuso el Gobierno, D'Elia volvió a irrumpir en la Plaza de Mayo para desalojar a los manifestantes. Otra vez hubo hechos de violencia, con algunas escaramuzas y heridos.

terça-feira, 25 de março de 2008

The Audacity of Hope


Thank you so much. Thank you. Thank you. Thank you so much. Thank you so much. Thank you. Thank you. Thank you, Dick Durbin. You make us all proud.
On behalf of the great state of Illinois, crossroads of a nation, Land of Lincoln, let me express my deepest gratitude for the privilege of addressing this convention.
Tonight is a particular honor for me because, let’s face it, my presence on this stage is pretty unlikely. My father was a foreign student, born and raised in a small village in Kenya. He grew up herding goats, went to school in a tin-roof shack. His father -- my grandfather -- was a cook, a domestic servant to the British.
But my grandfather had larger dreams for his son. Through hard work and perseverance my father got a scholarship to study in a magical place, America, that shone as a beacon of freedom and opportunity to so many who had come before.
While studying here, my father met my mother. She was born in a town on the other side of the world, in Kansas. Her father worked on oil rigs and farms through most of the Depression. The day after Pearl Harbor my grandfather signed up for duty; joined Patton’s army, marched across Europe. Back home, my grandmother raised a baby and went to work on a bomber assembly line. After the war, they studied on the G.I. Bill, bought a house through F.H.A., and later moved west all the way to Hawaii in search of opportunity.
And they, too, had big dreams for their daughter. A common dream, born of two continents.
My parents shared not only an improbable love, they shared an abiding faith in the possibilities of this nation. They would give me an African name, Barack, or "blessed," believing that in a tolerant America your name is no barrier to success. They imagined -- They imagined me going to the best schools in the land, even though they weren’t rich, because in a generous America you don’t have to be rich to achieve your potential.
They're both passed away now. And yet, I know that on this night they look down on me with great pride.
They stand here -- And I stand here today, grateful for the diversity of my heritage, aware that my parents’ dreams live on in my two precious daughters. I stand here knowing that my story is part of the larger American story, that I owe a debt to all of those who came before me, and that, in no other country on earth, is my story even possible.
Tonight, we gather to affirm the greatness of our Nation — not because of the height of our skyscrapers, or the power of our military, or the size of our economy. Our pride is based on a very simple premise, summed up in a declaration made over two hundred years ago:
We hold these truths to be self-evident, that all men are created equal, that they are endowed by their Creator with certain inalienable rights, that among these are Life, Liberty and the pursuit of Happiness.
That is the true genius of America, a faith -- a faith in simple dreams, an insistence on small miracles; that we can tuck in our children at night and know that they are fed and clothed and safe from harm; that we can say what we think, write what we think, without hearing a sudden knock on the door; that we can have an idea and start our own business without paying a bribe; that we can participate in the political process without fear of retribution, and that our votes will be counted -- at least most of the time.
This year, in this election we are called to reaffirm our values and our commitments, to hold them against a hard reality and see how we're measuring up to the legacy of our forbearers and the promise of future generations.
And fellow Americans, Democrats, Republicans, Independents, I say to you tonight: We have more work to do -- more work to do for the workers I met in Galesburg, Illinois, who are losing their union jobs at the Maytag plant that’s moving to Mexico, and now are having to compete with their own children for jobs that pay seven bucks an hour; more to do for the father that I met who was losing his job and choking back the tears, wondering how he would pay 4500 dollars a month for the drugs his son needs without the health benefits that he counted on; more to do for the young woman in East St. Louis, and thousands more like her, who has the grades, has the drive, has the will, but doesn’t have the money to go to college.
Now, don’t get me wrong. The people I meet -- in small towns and big cities, in diners and office parks -- they don’t expect government to solve all their problems. They know they have to work hard to get ahead, and they want to. Go into the collar counties around Chicago, and people will tell you they don’t want their tax money wasted, by a welfare agency or by the Pentagon. Go in -- Go into any inner city neighborhood, and folks will tell you that government alone can’t teach our kids to learn; they know that parents have to teach, that children can’t achieve unless we raise their expectations and turn off the television sets and eradicate the slander that says a black youth with a book is acting white. They know those things.
People don’t expect -- People don't expect government to solve all their problems. But they sense, deep in their bones, that with just a slight change in priorities, we can make sure that every child in America has a decent shot at life, and that the doors of opportunity remain open to all.
They know we can do better. And they want that choice.
In this election, we offer that choice. Our Party has chosen a man to lead us who embodies the best this country has to offer. And that man is John Kerry.
John Kerry understands the ideals of community, faith, and service because they’ve defined his life. From his heroic service to Vietnam, to his years as a prosecutor and lieutenant governor, through two decades in the United States Senate, he's devoted himself to this country. Again and again, we’ve seen him make tough choices when easier ones were available.
His values and his record affirm what is best in us. John Kerry believes in an America where hard work is rewarded; so instead of offering tax breaks to companies shipping jobs overseas, he offers them to companies creating jobs here at home.
John Kerry believes in an America where all Americans can afford the same health coverage our politicians in Washington have for themselves.
John Kerry believes in energy independence, so we aren’t held hostage to the profits of oil companies, or the sabotage of foreign oil fields.
John Kerry believes in the Constitutional freedoms that have made our country the envy of the world, and he will never sacrifice our basic liberties, nor use faith as a wedge to divide us.
And John Kerry believes that in a dangerous world war must be an option sometimes, but it should never be the first option.
You know, a while back -- awhile back I met a young man named Shamus in a V.F.W. Hall in East Moline, Illinois. He was a good-looking kid -- six two, six three, clear eyed, with an easy smile. He told me he’d joined the Marines and was heading to Iraq the following week. And as I listened to him explain why he’d enlisted, the absolute faith he had in our country and its leaders, his devotion to duty and service, I thought this young man was all that any of us might ever hope for in a child.
But then I asked myself, "Are we serving Shamus as well as he is serving us?"
I thought of the 900 men and women -- sons and daughters, husbands and wives, friends and neighbors, who won’t be returning to their own hometowns. I thought of the families I’ve met who were struggling to get by without a loved one’s full income, or whose loved ones had returned with a limb missing or nerves shattered, but still lacked long-term health benefits because they were Reservists.
When we send our young men and women into harm’s way, we have a solemn obligation not to fudge the numbers or shade the truth about why they’re going, to care for their families while they’re gone, to tend to the soldiers upon their return, and to never ever go to war without enough troops to win the war, secure the peace, and earn the respect of the world.
Now -- Now let me be clear. Let me be clear. We have real enemies in the world. These enemies must be found. They must be pursued. And they must be defeated. John Kerry knows this. And just as Lieutenant Kerry did not hesitate to risk his life to protect the men who served with him in Vietnam, President Kerry will not hesitate one moment to use our military might to keep America safe and secure.
John Kerry believes in America. And he knows that it’s not enough for just some of us to prosper -- for alongside our famous individualism, there’s another ingredient in the American saga, a belief that we’re all connected as one people. If there is a child on the south side of Chicago who can’t read, that matters to me, even if it’s not my child. If there is a senior citizen somewhere who can’t pay for their prescription drugs, and having to choose between medicine and the rent, that makes my life poorer, even if it’s not my grandparent. If there’s an Arab American family being rounded up without benefit of an attorney or due process, that threatens my civil liberties.
It is that fundamental belief -- It is that fundamental belief: I am my brother’s keeper. I am my sister’s keeper that makes this country work. It’s what allows us to pursue our individual dreams and yet still come together as one American family.
E pluribus unum: "Out of many, one."
Now even as we speak, there are those who are preparing to divide us -- the spin masters, the negative ad peddlers who embrace the politics of "anything goes." Well, I say to them tonight, there is not a liberal America and a conservative America -- there is the United States of America. There is not a Black America and a White America and Latino America and Asian America -- there’s the United States of America.
The pundits, the pundits like to slice-and-dice our country into Red States and Blue States; Red States for Republicans, Blue States for Democrats. But I’ve got news for them, too. We worship an "awesome God" in the Blue States, and we don’t like federal agents poking around in our libraries in the Red States. We coach Little League in the Blue States and yes, we’ve got some gay friends in the Red States. There are patriots who opposed the war in Iraq and there are patriots who supported the war in Iraq. We are one people, all of us pledging allegiance to the stars and stripes, all of us defending the United States of America.
In the end -- In the end -- In the end, that’s what this election is about. Do we participate in a politics of cynicism or do we participate in a politics of hope?
John Kerry calls on us to hope. John Edwards calls on us to hope.
I’m not talking about blind optimism here -- the almost willful ignorance that thinks unemployment will go away if we just don’t think about it, or the health care crisis will solve itself if we just ignore it. That’s not what I’m talking about. I’m talking about something more substantial. It’s the hope of slaves sitting around a fire singing freedom songs; the hope of immigrants setting out for distant shores; the hope of a young naval lieutenant bravely patrolling the Mekong Delta; the hope of a millworker’s son who dares to defy the odds; the hope of a skinny kid with a funny name who believes that America has a place for him, too.
Hope -- Hope in the face of difficulty. Hope in the face of uncertainty. The audacity of hope!
In the end, that is God’s greatest gift to us, the bedrock of this nation. A belief in things not seen. A belief that there are better days ahead.
I believe that we can give our middle class relief and provide working families with a road to opportunity.
I believe we can provide jobs to the jobless, homes to the homeless, and reclaim young people in cities across America from violence and despair.
I believe that we have a righteous wind at our backs and that as we stand on the crossroads of history, we can make the right choices, and meet the challenges that face us.
America! Tonight, if you feel the same energy that I do, if you feel the same urgency that I do, if you feel the same passion that I do, if you feel the same hopefulness that I do -- if we do what we must do, then I have no doubt that all across the country, from Florida to Oregon, from Washington to Maine, the people will rise up in November, and John Kerry will be sworn in as President, and John Edwards will be sworn in as Vice President, and this country will reclaim its promise, and out of this long political darkness a brighter day will come.
Thank you very much everybody. God bless you. Thank you.

domingo, 23 de março de 2008

Lembram da Avestruz Master ?

Segundo informações colhidas no site do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás, está marcado para o próximo dia 3 de abril, o leilão dos bens da massa falida do grupo Avestruz Master. De acordo com o juiz Carlos Magno Rocha da Silva, da 11ª Vara Cível de Goiânia, que homologou a data, os bens imóveis serão leiloados pela manhã, a partir das 9 horas, no Hotel Blue Tree Tower, Anexo 1, Rua 22, nº 122, Setor Oeste.

Durante a tarde, a partir das 14 horas, serão levados a leilão os bens móveis, também na Rua 22, nº 69, Pátio 22 (antigo Café Cancun).

Porém, aquele que segundo muitos foi responsável pela derrocada do grupo, o que lesou mais de cinqüenta mil investidores, além de centenas de funcionários, não viveu para acompanhar mais este capítulo desta longa história.

Jerson Maciel da Silva, 68 anos, ex-sócio majoritário da Avestruz Master, faleceu no último dia 23 de fevereiro no Hospital São Salvador, em Goiânia, onde estava internado desde o dia 15 de janeiro. O empresário cumpria prisão domiciliar e era portador de câncer no fígado. Ele apresentou quadro de hemorragia digestiva e falência hepática, sofrendo uma parada cardiorrespiratória irreversível às 9 horas da manhã. Posteriormente o corpo foi cremado.

quarta-feira, 19 de março de 2008

Ivan Lessa - É proibidíssimo fumar

Extraído do site da BBC Brasil:

Liverpool, como todos sabem, é aquela esplêndida cidade portuária que deu ao mundo as embarcações encarregadas de manter um império, além de cômodos navios que fizessem, com o mínimo de investimento, o tráfico de escravos.

Liverpool, além de uma equipe bisonha de futebol com seu nome, jogou sobre um mundo desprevenido os talentos dos quatro rapazes que formavam uma banda chamada de Beatles.

Devido a tudo isso e o fato bizarro de lhe caber o título de “capital européia da cultura para o ano de 2008”. Um mimo dado por comissões da União Européia, que, desde 1985, vem nomeando insólitas cidades com o cobiçado título.

Já foram capitais européias da cultura cidades como Helsinki, Pécs (calma, fica na Hungria) Istambul, Patras (essa é na Grécia) e Sibiu (na Romênia, é claro), para citar apenas algumas que mais culturalizaram de forma altiva, embora amena, a União Européia.

Infelizmente para Liverpool, este ano, o título é dividido com duas outras cidades da União, ambas situadas na Noruega: Stavener e Sandnes. Não sei os planos dos noruegueses, nem o que fizeram até agora, meados de março, mas, ao menos, não chatearam ninguém. Que é o mínimo que uma cidade cultural pode fazer na vida.

Para o ano, 2009, Vilnius, na Lituânia, será o centro das atenções culturais do EU. Promete.

Convictos de sua missão cultural, os liverpudlianos insignes que participam sejam lá qual for das comissões que decidem essas coisas, já tomaram a primeira decisão cultural de impacto: pensam em tacar uma proibição para menores de 18 anos em filmes de Walt Disney.

A cultura liverpudliana em marcha

Não estou brincando. O Conselho Liverpudliano, já preocupado com a imagem da cidade como também capital dos grandes pifões europeus, houve por bem passar por cima da Comitê Britânico da Classificação de Filmes (mas pode me chamar de censura), e castigar os clássicos de Walt Disney com a tal da proibição para menores de 18 anos, válida inclusive para DVDs, que, diga-se de passagem, nunca estiveram tão em moda.

Que alegam os iluminados de Liverpool? Que muitos dos desenhos animados mostram gente (às vezes até bichinhos adoráveis) fumando. Fumar, todos sabem, é uma questão de emulação. Emulação. Palavra aliás que, bastante semelhante em inglês liverpudliano, foi bastante pisoteada, tal qual bola de futebol ou bêbado chato, durante as conversações que precederam a inédita decisão.

Pois bem. Os menores de 18 anos, impressionáveis que são, vêem na tela do cinema ou da televisão uma pessoa ou animalzinho fumando e, assim que puderem, vão até a esquina, assaltam o primeiro cidadão (liverpudliano culto ou inculto) que passar para comprar um daqueles maços de cigarro que, além de custarem uma fortuna, têm estampados dizeres alarmantes, para os alfabetizados, evidentemente, que os há em grande quantidade em Liverpool.

Desanimadores desenhos animados

De desenho animado a ser agraciado com a futura proibição alguns clássicos: Peter Pan, Alice no País das Maravilhas e Pinóquio.

101 Dálmatas, com Cruella de Vil, mesmo “viloa”, e sua longa piteira?
De jeito nenhum. Os liverpudlianos estão meio por fora em matéria de Walt Disney.

Sou capaz de jurar que, em Dumbo, aqueles pássaros pretos que debocham do orelhudo e simpático mamífero proboscídeo fumam enquanto cantam aquela musiquinha sobre o fato de nunca terem visto um elefante voar.

Bambi? Aquele coelho não puxa um cigarrinho na hora das apresentações? Sou capaz de jurar.

Outro desenho animado (ou semi-animado) que vai ganhar carimbo proibitivo: Uma Cilada para Roger Rabbit. Com as sensualíssimas curvas de Jessica Rabbit, tudo bem. O cigarrinho das pessoas no clube de strip-tease? Em hipótese alguma.

9 em cada 10 astros e estrelas tragam

O slogan original, violentado aí em cima, era do sabonete Lever. Por ter sido fumante, fui e fiz a safarnagem com ele. Por que me irritou de sobejo saber que, no bolo proibitivo, foram-se Humphrey Bogart e, com toda certeza, Bette Davis, uma vez que nunca vi um casal na tela que fumasse tanto – e com tanta classe.

Meus primeiros cigarrinhos comprados na venda do português (avulsos, 4 por 200 réis) foram tudo culpa de Ânfora e Béti, conforme eu os pronunciava e chamava.

Só parei de fumar em 2001, quando, finalmente, me dei conta que Bogey (peguei intimidade com o tempo) morrera mesmo. Dona Bette Davis, via-se no pouco que aparecia, não ia lá muito bem. Mas sempre teremos Casablanca, parafraseando um dos inúmeros diálogos célebres do filme com esse título, por sinal também na lista negra liverpudliana.

Reparação, que outro dia mesmo estava concorrendo a Oscar que não acaba mais, e que acabou levando um por, acho, “melhor homenzinho sem graça barbeado”, também vai pegar uma boa proibição pela proa. Idem os chatos todos dos Piratas do Caribe, embora ache pouco provável que os corsários da série fumem. Os liverpudlianos devem ter confundido com espada enterrada no peito de um moreno. A vida é dura em Liverpool. Duros são seus habitantes.

Conclusão

E o Harry Potter? Nada pra ele? Esse negócio de jovem estudando para ser mágico (ou “mágico”), boa coisa não me parece.

O problema está entre o banco e o volante

O senso comum nos leva a acreditar que engarrafamentos se devem a excesso de veículos numa via com algum tipo de interrupção ou gargalo, certo?

Não necessariamente, como demonstra uma experiência japonesa de estudo de trânsito. Mesmo em uma pista circular, com os carros andando a 30km/h e com uma distância razoável entre eles, não demora para alguns terem que parar de andar.

terça-feira, 18 de março de 2008

MILICOS X ESQUERDA

Filipe,

pra vc não achar que eu estou do lado dos militares, eu vou te falar o que faria com todos os que se envolveram nesta guerra.

Vamos acabar com a Lei de Anistia, caçar cada torturador e cada sequestrador e terrorista e botá-los todos no banco dos réus.
A direita e a esquerda, cada uma com o seu radicalismo, afundaram o país inteiro numa ditadura que durou 20 anos.
E não me venha com a história "ah !" você está igualando os defensores da democracia com os milicos filhos da puta".
Mentira!
Não havia defensor da democracia porcaria nenhuma!
Os cara receberam dinheiro da URSS e de Cuba, fizeram treinamento de guerrilha no exterior e queriam implantar o comunismo no Brasil. FATOS!
Com esta gente eu também iria à guerra. Mas não torturaria. Eu os mataria em combate. Sem prisioneiros.
Quanto ao milicos filhos da puta: cadeia neles.
Torturou, cadeia.
Matou fora de combate, cadeia.

A esquerda claramente despreza o sistema representativo e tem a cara de pau de se declarar democrática. E os ingênuos acreditam.
Democracia pra eles é o "Movimento do Não Sei o Quê" invadir uma propriedade privada, destruir uma atividade lícita e ainda dizer que está protegendo a sociedade. Os caras acreditam em autotutela, passam por cima do Judiciário e chamam gente como eu, que acha que as instituições não funcionam, simplesmente, porque ninguém dá a menor pelota pra elas, de facista.

Conselho genial

"Eu tenho uma regra. Uma regra elementar. Qualquer um pode segui-la. Funciona sempre. Quando a imprensa publica repetidas reportagens sobre o aumento do turismo brasileiro para os Estados Unidos, está na hora de juntar suas economias, ir correndo até o cambista da esquina e trocar tudo por dólares. Em seis meses, seu dinheiro terá dobrado de valor. Não há a menor possibilidade de erro...Escute o conselho de seu amigo Diogo. Os números não batem. O real irá despencar. Ponha o carro à venda e compre dólares. Ponha o apartamento à venda e compre dólares. Depois me escreva agradecendo"

Diogo Mainardi
, 26.01.05. A cotação do dólar nesse dia era de R$ 2,67. Hoje está em R$ 1,70.

Terno e mochila

Seria esta a próxima tendência ???


Vem cá meu povo, e que tal essa mania de andar com terno e mochilas ? Que coisa mais estranha não é ? Uns dizem que é para esconder o notebook e evitar roubos, mas a artimanha já está ficando manjada pelos meliantes, que estão roubando assim mesmo. Outros não tem notebook coisa nenhuma e ficam andando de mochila e terno apenas porque virou "moda" e pretende-se passar uma imagem de "descolado" (aspas por favor !!!).

Já apareceram os críticos de moda de plantão, dizendo que dependendo da combinação pode ficar "super-chique" (aspas, aspas !!!), mas alertam para o problema das mochiladas na cara que as pessoas não são obrigadas a levar, por exemplo, dentro de elevadores, o que tem acontecido com frequência.

Eu acho bem esquisito, e me lembra a época em que foi moda andar de terno e tênis ou terno e sandálias abertas, o que também era esquisito e não durou muito.

Aliás quanto ao problema dos roubos, parece que estes realmente diminuíram um pouco, mas em compensação, conforme atestava já em 2005 o site da Info On line, nesta reportagem, os furtos estavam aumentando.

Segundo o delegado Aldo Galiano, da Seccional Sul de São Paulo, o alvo na época eram os eventos realizados em hotéis. "Os ladrões chegam vestidos de terno, se infiltram e aproveitam o coffee break para fazer a limpa. Já registramos casos de três portáteis furtados em apenas uma tarde”.

segunda-feira, 17 de março de 2008

Diógenes, Lovecchio, anistia

Sobre o texto de Élio Gaspari, reproduzido em um post recente aqui no blog, se manifestaram o arquiteto Sérgio Ferro (no blog do jornalista Luis Nassif) e a Comissão de Anistia do Ministério da Justiça.

Sempre é bom ouvir o outro lado, ainda mais que, no seu texto, Gaspari estava irreconhecível, apelativo em excesso e com ausência maior de informações - como por exemplo que pensão era essa paga a Lovecchio.

Ressalto, para encerrar: não discuto que o valor pago a Lovecchio é pífio, diante da perda sofrida.