terça-feira, 22 de abril de 2008

A KGB Também Ama - Parte I

Feluc-Press, urgente! Depois do inacreditável enlace Sarkozy - Carla Bruni, o venerável Vladimir Putin resolveu renovar o ambiente e está comprometido com Alina Kabaeva, uma ginasta de 24 anos.

http://www.estadao.com.br/internacional/not_int157664,0.htm








Putin e Alina (obs. Putin é o que está de gravata).

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Vista e Blu-Ray

Mais de 90% dos computadores do mundo usam o sistema operacional (SO) Windows. Esse número varia, de acordo com quem mede, mas sempre com esse predomínimo avassalador da Microsoft.

Só que a grande maioria dos Windows rodando por aí ainda são do XP: 73 de cada 100 computadores do planeta usam essa versão do SO (Segundo a Market Share Net Applications, usada pelo NYT e Forbes). Lançado comercialmente em janeiro de 2007, o Windows Vista, a versão mais nova, tem apenas 14% do mercado, pela mesma fonte.

Nunca uma versão do Windows ficou tanto tempo no mercado como a mais usada como o XP. Em outubro o programa completa sete anos de seu lançamento e, apesar da participação do Vista estar crescendo (há seis meses era metade do que é hoje), tudo indica que o XP continuará líder por muito mais tempo que a Microsoft esperava - e desejava.

Para se ter uma idéia de como a aceitação do Vista tem sido mesmo baixa, basta ver que o XP demorou apenas sete meses após seu lançamento para ter esses mesmos 14% do mercado que seu irmão mais novo possui (fazendo a ressalva que aí os dados são do Google e não do Net Applications).

O Vista fracassou? Dá para concluir que sim, quando a própria Microsoft já fala da nova versão do Windows, como que para acalmar os usuários.

PIRRO DIGITAL

Enquanto a Microsoft domina os SO´s dos computadores com um gostinho de derrota na boca, já que é o velho XP quem segura as pontas, outra briga por padrão de mercado se resolveu nas últimas semanas.

Como já se sabe, o Blu-Ray, da Sony, venceu a disputa para ser o substituto do DVD como formato de mídia de vídeo, fato até comentado aqui no blog.

A Sony ganhou mas o que será que ela irá levar? É pouco provável que todos queiram trocar seus relativamente novos aparelhos de DVD por tocadores de blu-ray. A demanda é outra, não se compara com a troca da mídia analógica (vídeo-casstes) pela digital.

Até porque muitos já dizem que o futuro não está em discos com capacidade cada vez maior e sim em baixar filmes (pagando ou não) diretamente da internet, seja para assistir no televisor, no computador ou em aparelhos portáteis.

Não foi à toa que a Apple lançou um notebook que não tem drive de DVD. Para a Apple, se você quer assistir um filme ou um seriado deveria baixá-lo da loja ITunes por US$ 3,99, ao invés de comprá-lo por uns US$ 20,00 em disco.

Só aguardando para ver a previsão é exagerada ou não. Mas, apenas comparando, depois do MP3 nunca mais se ouvir falar em colocar música em DVDs ou outro formato que exigiria a troca de aparelhos toca-discos.

domingo, 20 de abril de 2008

Um vídeo no domingo

Brasília, 48 anos amanhã. Nada, para uma cidade. Em compensação ser tão nova permite ter registros de sua construção, como os desse vídeo abaixo.

domingo, 13 de abril de 2008

Um Mérito para Bush e seus acólitos

Ressucitar a canção folk de protesto.

Com vocês Joel Rafael, com participação de seus velhos amigos David Crosby e Graham Nash em uma música de seu novo cd, Thirteen Stories High. O tema se chama "This is my country" e traz imagens que não vemos todos os dias.

Um vídeo no domingo

O hilário clipe de "Learn to Fly" do Foo Fighters. A música está no terceiro álbum da banda, "There Is Nothing Left to Lose", de 1999. Reparem que o funcionário/traficante é o ator Jack Black ("Alta Fidelidade", "Escola do Rock"), antes da fama. Black é muito amigo do vocalista do Foo Fighters, Dave Grohl, e participou de outros clipes da banda.

O que se ouve no início e no fim do clipe é uma versão "de elevador" para outra música do Foo Fighters, "Everlong".

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Encontre a diferença entre as duas fotos



Foto de um protesto do MST, de propriedade do Grupo Folha de S. Paulo.






A mesma foto, tal como publicada na revista IstoÉ.




Palavras do editor-executivo da agência IstoÉ, César Itiberê: "Houve realmente manipulação por photoshop da imagem dos sem-terra". Mas, nos tranquiliza Itiberê, o motivo foi "absolutamente estético". Ah, bom!

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Do PAGE NOT FOUND


Chita está escrevendo uma autobiografia...

Ele acabou de completar 76 anos, mas não quer nem pensar em aposentadoria. Lembra-se da Chita, aquele macaquinho que ficou famoso no cinema como o fiel companheiro de Tarzã e Jane? Pois é, ele é o chimpanzé mais velho de que se tem notícia. Depois de estrelar filmes com o mais famoso Tarzã, Johnny Weissmuller, que morreu em 1984, aos 79 anos, e outros reis da selva (foram 50 filmes até sair de cena em 1967!), Chita agora está empenhado em um projeto ambicioso: escrever sua autobiografia!
Bom, macacos já mostraram várias habilidades, mas escrever uma autobiografia já é sobrenatural, né? Parece que não! É o que mostra a nova edição da revista "Esquire". Chita, que vive na Califórnia pintando (chega a vender por mais de 200 reais seus quadros), tocando piano e tomando banho de sol, publicará o livro no segundo semestre.
Claro, amigo leitor, Chita (como a maioria dos famosos), utilizou os serviços de um "ghostwriter". Na autobiografia, o chimpanzé discute sua carreira de ator e seu estilo de vida saudável depois de ter largado o álcool e o cigarro. O talento de Chita foi descoberto em 1932 por um tratador de animais na África. Da selva para Hollywood foi um pulo!
Leia alguns trechos da autobiografia:

(Sobre a longa carreira) "Eu trabalhei até os 30. A maioria dos chimpanzés se aposenta por volta dos 10 anos porque eles não conseguem fazer o que lhes é pedido. Eu não quis acabar em um laboratório com eletrodos na miha testa."
(Sobre vida saudável) "Meus únicos vícios são hambúrgueres e Coca-Cola descafeinada. O segredo são frutas frescas, vegetais e comida de macacos. Mas é duro que ela tenha gosto de ração para cães."
(Sobre Johnny Weissmuller) "O querido Johnny era mais escalado para os mesmos papéis do que eu. Eu lembro que nós dóis estávamos disputando o papel de Terry em 'On the Waterfront' e o diretor de elenco disse a Johnny que ele estava perdendo o seu tempo ali. Eu liguei para ele mas não deu em nada. Ele saiu para abrir uma empresa de piscinas. Nadar não era o meu forte."

A Crise do Neoliberalismo - Parte 458: o Terceiro Mundo contra-ataca




http://www.nytimes.com/2008/04/09/dining/09cachaca.html?_r=2&hp=&oref=slogin&pagewanted=all&oref=slogin


Pensando bem, tem tudo a ver com o atual governo.

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Caso Isabella Nardoni - exagero na cobertura ?

Veja as fotos ! veja todos os vídeos ! veja a reconstituição do crime ! leia as cartas ! acompanhe o velório ! a missa de sétima dia ! ouça os depoimentos dos coleguinhas de aula !!!

Nos últimos dias fomos bombardeados pela notícia do assassinato da pequena Isabella, ocorrido em São Paulo, cujas circunstâncias, obviamente chocantes, levaram a imprensa em geral a um maciço acompanhamento do caso. A todo momento, uma nova declaração, uma nova entrevista, parentes, vizinhos, até a antiga namorada do pai da vítima já foi encontrada e, logicamente, não resistiu aos encantos da câmera de tv, emitindo algumas opiniões a respeito do caso.

Exagero ? Sim e não. Na verdade bem mais "sim" do que "não". Não há a menor dúvida de que a participação da mídia ajuda a manter o caso sob interesse geral, exercendo uma pressão, até certo ponto positiva ao meu ver, para que as autoridades responsáveis apurem com presteza e precisão todas as circunstâncias do caso. Porém, a busca por mais e mais informações acaba por transformar a cobertura em um espetáculo, e o que é pior, em uma competição entre três ou quatro canais de TV e mais alguns sites, pela maior quantidade de informação, o que, pelo que temos visto, nem de longe, significa qualidade de informação.

Sendo assim, com o devido respeito aos que pensam em sentido contrário, ou que simplesmente não pensam a respeito, sinceramente em nada interessa o que a ex-namorada do pai da menor tem para dizer; Ou ainda a opinião do cidadão que disse que o pai da menor era "meio brigador, mas nada sério". É o tipo de informação passada ao grande público com ares de "furo" e que de duas uma, ou é totalmente inútil , ou ainda, muito sutilmente, pode levar a conclusões antecipadas e errôneas.

Esta semana o site Migalhas observou, com propriedade: "O caso da menina que "caiu" do sexto andar em SP evidencia, às escâncaras, o atrabiliário tentâmen da mídia em ocupar todas as frentes, desde a instrução penal até o julgamento final. Ontem, permitiu até defesa prévia, em excepcional contraditório (que liberalidade!), veiculando cartas escritas pelos acusados."

No "Observatório da Imprensa", Luiz Antônio Magalhães expõe seu receio de que o caso em questão se transforme em uma nova "Escola Base". Lembre-se do caso lendo AQUI .

Mas por fim, na minha opinião, o pior de tudo consiste em entrevistar os ex-colegas de aula da menina falecida. Tratam-se de crianças de 5, 6 anos, cuja dor da ausência nem pode ser ainda devidamente compreendida, e que são conduzidas muitas vezes às lágrimas, por perguntas cuidadosamente tramadas, algo que, no meu ver, para dizer o mínimo, é de uma falta de senso inacreditável. É o espetáculo levado às raias do exagero, do anti-ético. Qual o objetivo deste tipo de entrevista ? Precisamos deste tipo de informação ? Uma criança deve ser exposta desta forma ?

Leiam abaixo a opinião do publicitário porto-alegrense Walcyr Mattoso, cuja lucidez merece cumprimentos:

"A menina Isabella morreu... De maneira brutal e misteriosa, morreu com cinco anos, morrendo com ela, também, um pouco do bom senso dos meios de comunicação. Sim, ninguém pode dimensionar o sofrimento causado aos parentes, amigos, vizinhos e coleguinhas de creche.

Contudo, precisamos ter uma verdadeira retrospectiva mórbida da vida da menina durante a hora do jantar? É claro que uma menina de 5 anos tem amiguinhos de creche, sorri o tempo todo e é uma gracinha inocente. Mas a trilha sonora, a locução grave e a edição das perguntas e respostas fazem um verdadeiro tributo à morbidez. Sei até que existem educadores que acreditam que as crianças devam encarar o verdadeiro sentido da morte com realidade. Agora, fazer os coleguinhas de creche desenhá-la como a viam... Será que está certo? Sou ignorante e fiquei chocado.

Será que precisamos fazer com que milhares de pessoas fiquem olhando para aquelas cenas e, impossiblitados de reação, apenas sofram? Sim, porque o objetivo não é informar, mas, sim, fazer sofrer, só isso. Logo, para mim, vejo um círculo vicioso: o veículo dá a morbidez em forma de novela e o espectador que só vê isso acaba gostando. No sentido mais inverso da palavra: sofrendo.

Sei até que o homem tem uma sede ancestral por sangue quente... Afinal, fomos animais não civilizados 90% do tempo de nossa história no mundo. Mas fazer disso justificativa para manter a audiência, criando uma comoção nacional novelística, tira o sentido real do drama e começa a criar uma ficção. Que pena."

domingo, 6 de abril de 2008

Domingo Glorioso

Corinthians fora do G-4 ?
Grêmio fora do Gauchão ???

Não tem outra explicação: Os rivais resolveram presentear o Internacional de Porto Alegre na semana em que comemora seus 99 anos. Obrigado ! obrigado !

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Como ajudar o México, passar a perna nos EUA e ainda ganhar algum dinheiro.

Depois de décadas de má administração, corrupção e de seu uso como fundo de reserva pelo governo federal, a Pemex chegou ao fundo do poço. O declínio nas reservas petrolíferas, apesar dos recordes nos preços do petróleo, está levando o monopólio estatal a registrar um prejuízo de US$ 1,5 bilhão em 2007.

O presidente Felipe Calderón provocou uma convulsão entre os mexicanos ao sugerir que a solução seja a abertura da Pemex ao investimento privado estrangeiro, depois de seus 70 anos como empresa estatal. A empresa tem sido um símbolo do ufanismo nacionalista desde quando o então presidente Lázaro Cárdenas expropriou a indústria petrolífera mexicana das companhias americanas e européias em 1938. Foi uma ousada iniciativa da parte do nascente estado revolucionário do México e ainda é comum ouvir-se o refrão "o petróleo pertence a todos nós" no México. Nas últimas semanas, políticos da oposição realizaram grandes concentrações contra a privatização da Pemex e advertiram que qualquer tentativa de se fazer isso pode gerar violentos confrontos. O público mexicano não está preparado para aceitar mudanças radicais. Segundo pesquisas recentes, apenas 37% dos mexicanos são a favor da permissão para o investimento privado na Pemex.

Durante anos, a receita do petróleo representou quase 40% do orçamento federal do México, pagando por novas estradas, hospitais e programas de combate à pobreza. Lamentavelmente, o governo federal não deixou o suficiente à Pemex para que ela buscasse novas fontes de petróleo. Isso não era um problema, pois a empresa explorava campos petrolíferos imensos e de fácil acesso que jorravam sem grandes necessidades de perfuração.

A Pemex ruma para o desastre se algo não acontecer. As reservas comprovadas, a maior parte delas no mega-campo de Cantarell, no litoral da península de Yucatán, se esgotarão em nove anos e o México pode vir a tornar-se um importador de óleo bruto até 2011. Como a Pemex pouco investiu em refino, corre o risco de ter de importar quase 40% de sua gasolina refinada dos Estados Unidos, uma percentagem que tende a aumentar se o México não construir novas refinarias.

Como o investimento envolvido demora anos, décadas, para se concretizar, os EUA estão de olho, já que importam mais de 10 % do seu consumo do México. Todavia, o Partido da Revolução Democrática, de López Obrador, é radicalmente contra qualquer mudança na PEMEX e, dependendo do que o governo do de Calderón faça, ele poderá sair fortalecido para o próximo embate presidencial,

O campo petrolífero de Cantarell respondia por 63% da produção mexicana há quatro anos. Além de abundante era fácil de perfurar nas águas rasas da baia de Campeche. A Pemex se acomodou e quando acordou descobriu que não tinha nem tecnmologia nem capital para seguir adiante.

O motivo para explorar em águas profundas, mais cara e complicada, é a presença de grande reserva no Golfo do México, que se estende pela fronteira entre o Texas e o México.
Em 2000, os dois países concordaram em não explorar as reservas durante uma década.
Mas enquanto as empresas petrolíferas do lado dos EUA já estão prontas para a extração assim que a proibição expirar, o México pouco fez para se preparar.
Muitos no México agora temem o chamado "efeito-canudo" e receiam que a perfuração dos EUA venha a sugar também as reservas subterrâneas no território mexicano.

O imbroglio representa grande oportunidade para o Brasil.
Provavelmente, e apesar das grande resistência de um povo tão anticapitalista quanto a média dos latino-americanos, os mexicanos serão forçados a fazer joint-ventures com companhias que detenham capital e tecnologia para explorar as reservas nas águas profundas do Golfo do México.
Seria desvario pensar que uma parceria com outra empresa estatal, como a Petrobrás, sofreria menor resistência que contratos com os “malditos capitalistas ianques adoradores de dinheiro”?
A Petrobrás tem condições de ajudar o México a custo módico e lucrar em cima da rejeição de tudo que é americano no México.
E isto deve ser feito no plano diplomático, com acordo no mais alto nível.

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Menina-prodígio de Oxford vira garota de programa

Eu fiquei desconfiado quando li a notícia pela primeira vez, mas pelo menos a notícia não foi veiculada no dia 1o de abril.

http://www.dailymail.co.uk/pages/live/articles/news/news.html?in_article_id=550549&in_page_id=1770


Folha, hoje.

CONTARDO CALLIGARIS O sonho de Martin Luther King

O amor é o agente da modernidade: os sentimentos vencem os preconceitos das tribos

AMANHÃ FARÁ 40 anos, dia por dia, desde o assassinato de Martin Luther King, em Memphis, Tennessee.Em 1963, cinco anos antes de sua morte, King contara seu sonho aos manifestantes da marcha sobre Washington: ele imaginava um futuro em que "brancos e negros, judeus e gentios, protestantes e católicos", descendentes de escravos e de donos de escravos, todos viveriam em harmonia, sentados "à mesa da irmandade". Nesse futuro, cada um seria julgado por seus atos e por seu caráter, não pela cor de sua pele, pela herança de sua etnia ou por sua fé. King pedia que os EUA e o mundo moderno se mostrassem à altura de suas próprias declarações fundadoras: por exemplo, a Constituição dos EUA. Ao longo das últimas quatro décadas, muitas coisas mudaram. Um balanço rápido constataria, sem otimismo excessivo, que o preconceito e a discriminação das diferenças retrocederam. Foi o efeito de mil lutas, grandes e pequenas, nos Parlamentos, nas ruas e nas padarias da esquina. Mas as diferenças, durante a própria luta para não serem discriminadas, acabaram se consolidando e nos afastando da irmandade com a qual sonhava King. Em outras palavras, parecemos nos encaminhar para um mundo em que cada indivíduo e cada grupo seriam iguais perante a lei e respeitados em sua diferença, mas em que seria perdido o sentimento de constituirmos juntos algum tipo de comunidade. A sociedade futura seria, então, apenas uma convivência ordeira de diferenças e distâncias irredutíveis: muito longe do sonho de King. Esse sonho reviveu, nestes dias, no discurso de Barack Obama "A More Perfect Union" (a "união mais perfeita", que era o propósito explícito dos signatários da Constituição dos EUA). Obama é suficientemente atento às diferenças para se lembrar, por exemplo, de que ser filho de imigrante africano não é a mesma coisa do que ser descendente de escravo. Mas, apesar de sua atenção às diferenças, talvez por ser o fruto de um amor inter-racial, ele consegue (novidade absoluta) ser um candidato negro, sem ser um candidato dos negros. Por isso, muitos americanos talvez vislumbrem nele o símbolo daquela comunidade (não só uma convivência) de diferentes que era o sonho de Martin Luther King. Não sei se Obama será o candidato escolhido pelos democratas e ainda menos se será eleito presidente. Quase a metade dos americanos se diz disposta a votar nele; fora dos Estados Unidos, ele é imensamente popular. Será que estamos prontos para o sonho de Martin Luther King logo agora, num momento em que, pelo mundo afora, diferenças religiosas e culturais travam uma luta sangrenta? Alguns dados encorajadores. No livro "Microtrends" (microtendências, editora Twelve, 2007), de Mark Penn, há um capítulo sobre famílias inter-raciais, que resume uma série de pesquisas recentes. Em 1970, nos EUA, havia aproximadamente 300 mil casais inter-raciais, ou seja, 0,3% dos casamentos. Em 2000, já eram dez vezes mais, acima de 3 milhões, 5,4% de todos os casamentos. A maioria dos casamentos inter-raciais incluem um indivíduo hispânico (casado com negro ou branco). Mas o tipo de casal inter-racial mais freqüente (14%) é o de um homem branco com uma mulher asiática, seguido pelo casal de um homem negro com uma mulher branca (8%). As adoções inter-raciais triplicaram. Em particular, nos EUA, o número de crianças confiadas pelos serviços sociais à custódia temporária de pais de uma outra etnia passou de 14% a 26%. É um dado significativo considerando que, dos anos 70 aos 90, as adoções inter-raciais eram acusadas de perpetrar um "genocídio cultural" assimilando "à força" os rebentos de outra etnia. Qual é a relevância dessa "brasileirização" dos EUA? Pois é, Romeu e Julieta são os protótipos do herói moderno. O amor é o grande agente da modernidade: a vitória do indivíduo contra o peso das tradições é antes de mais nada vitória dos sentimentos, ou seja, de paixões singulares que atropelam os mandatos e os preconceitos das tribos. Para quem ama, o furor das lutas entre religiões, culturas e tribos que se opõem a seus sentimentos é apenas um resto do passado. PS: Para ler o discurso de King: http://usinfo.state.gov/infousa/government/overview/38.html. Para escutar o discurso de Barack Obama: br.youtube.com/watch?v=pWe7wTVbLUU.

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Eduardo Guimarães hoje (excerto)

Fetter gostou e assina embaixo.

"Muitos não entenderão o que vou escrever, mas aqueles aos quais me dirijo entenderão. É que acredito que a internet se tornou o registro definitivo da história de uma forma que jamais foi possível ao homem registrá-la. Daqui a cem, duzentos anos nossos descendentes ouvirão as vozes, verão os trejeitos, conhecerão a cultura, cada costume, cada ato edificante ou vil de nossa época como se, para eles, fosse o presente. Poder-se-á, então, mensurar como nunca quem foi quem naquele tempo pretérito.

Pensarão que alucino por dizer que, em momentos como este, falo ao futuro em vez de ao presente. Falo para que entendam como esta época da história humana foi marcada por uma nova forma de opressão das massas. A comunicação foi se tornando alguma coisa que vocês daí do futuro talvez já saibam o que é, possivelmente um monstro terrível que terá transformado o mundo num lugar que, para a quase totalidade dos homens, poderá ser muito pior do que é hoje.

Para ilustrar o conhecimento que transmito ao futuro sobre o que se passou nesta época no maior país tropical do Terceiro Mundo, no início do século XXI, falo dos meios de comunicação de massas, o poder discricionário que o mundo inteiro luta para combater e que temo que possa ter dominado a época para a qual escrevo este texto. Entretanto, se eu estiver enganado, se o grande mal de minha época não tiver vencido, talvez vocês entendam que ele não venceu graças a gente como eu, a gente que ousou se colocar no caminho deles.

Hoje quero falar sobre jornais brasileiros que, em trio, repetem uns aos outros, dia após dia, em coberturas e opiniões idênticas em tudo (com raras exceções). Depois de duas ou três semanas do escândalo da vez, no entanto, acaba esfriando o tom apocalíptico impresso inicialmente nas manchetes de primeira página que o Trio publicou, manchetes que fazem "denúncias do fim do mundo" sempre contra o governo do país ou a políticos do partido do primeiro presidente da República brasileiro oriundo das classes baixas. E contra mais ninguém."

Leia o restante do post AQUI

terça-feira, 1 de abril de 2008

1º de Abril

Notícia de hoje do jornal britânico The Sun informa que Nicolas Sarkozy, presidente da Françca, fará várias cirurgias para alongar os ossos e ficar mais alto que a sua mulher, Carla Bruni.

Em 2007 o Google anunciou a criação de um novo serviço, o Google Paper. Com ele, seria possível enviar qualquer mensagem - e anexos - impressos em papel pelo correio, para qualquer lugar do mundo.

Também no ano passado outro jornal do Reino Unido, o Independent on Sunday, noticiou a descoberta de uma planta com propriedades medicinais iguais às do Viagra. Muita gente deve ter comida a tal planta, de nome Erica carnea, na verdade um arbusto inofensivo.

Em 1983 a revista Veja acreditou em outra brincadeira dos ingleses e noticiou como verdadeira a criação do Boimate, mistura de carne bovina com tomate. A história da "revolucionária invenção" havia sido publicada revista New Science e era atribuída ao Dr. MacDonald´s, da Universidade de Hamburgo. Leia mais sobre o boimate aqui.