terça-feira, 6 de novembro de 2007

Primeira Fase - Reta Final



E segue a terceira divisão do Goianão 2007. Jogando com dez jogadores desde o final do primeiro tempo, após a duvidosa expulsão do jovem volante Paulo Vinícius (21 anos), que nem cartão amarelo possuía, a locomotiva piresina, heroicamente, buscou um empate no segundo tempo, jogando fora de casa contra o lanterna do grupo.

Os jogos deste último final de semana terminaram assim:

UNIÃO E. I. 1 x 1 PIRES DO RIO F.C.
MORRINHOS F.C 2 x 0 CALDAS NOVAS A.C
JARAGUÁ E.C 0 x 3 APARECIDA E.C
SANTA HELENA E.C. 7 x 0 INHUMAS E.C
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E a classificação ficou assim:

Grupo 01
1º Santa Helena => 5 Jogos 13 Pontos 17 Saldo de Gols
2º Aparecida => 5 Jogos 10 Pontos 1 SG
3º Jaraguá => 5 Jogos 3 Pontos -8 SG
4º Inhumas => 5 Jogos 2 Pontos -10 SG
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Grupo 02
1º Morrinhos => 5 Jogos 12 Pontos 4 Saldo de Gols
2º Pires do Rio => 5 Jogos 8 Pontos 3 Saldo de Gols
3º Caldas => 5 Jogos 7 Pontos 1 Saldo de Gols
4º União => 5 Jogos 1 Pontos -8 Saldo de Gols
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No grupo 1, como se vê, tudo resolvido. Santa Helena e Aparecida vão para a segunda fase.
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No grupo 2, Pires e Caldas decidem a segunda vaga. Dia 11 de Novembro, o Pires joga em casa com o já classificado Morrinhos, basta uma vitória simples para garantir a classificação para a próxima fase, sem depender do resultado do Caldas Novas. Se a Locomotiva não conseguir os três pontos, dependerá de um tropeço da outra equipe.

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

A Crise do Neoliberalismo, Parte 451 - Gisele Bündchen Não Aceita Mais Pagamentos em Dólares


A modelo e atriz brasileira de agora em diante não vai mais aceitar moedas fracas:


http://www.foxnews.com/story/0,2933,308144,00.html

Contado Calligaris

Publicada originalmente na extinta revista Primeira Leitura, a entrevista feita por Reinaldo Azevedo com Contardo Calligaris, em abril de 2006, está disponível em seu blog:

http://veja.abril.com.br/blogs/reinaldo/

O texto merece ser lido por todos que se interessam pelo papel da moral, seja na atividade política, seja como norte de cada um de nossos atos.
A íntegra em PDF está neste endereço:

http://br.msnusers.com/primeiraleituraed51contardo/files/VISAO%20DE%20MUNDO%E2%80%A251%E2%80%A2layout.pdf

Na seqüência, a abertura da entrevista.

"O psicanalista Contardo Calligaris, italiano de nascimento, andarilho por escolha, é de uma inteligência “alastrante”. Seguem a esta abertura 14 páginas de uma entrevista encantadora por conta do rigor intelectual do entrevistado e, vá lá, da disposição deste interlocutor de se deixar contaminar pelo “Bem”, por aquele que falava e se expressava com toda a singularidade que faz cada um de nós ser o que é. “O Mal”, ele nos diz, “está no coletivo, na renúncia ao foro íntimo.” O indivíduo ainda é a mais eficaz defesa contra a barbárie, o totalitarismo, o vulgaridade. Certa feita, um jovem que se queria marxista, de 14 ou 15 anos, apostrofou o pai, que houvera sido militante antifascista sem ser, no entanto, comunista: “Como podia?”. E o pai, então, lhe deu uma resposta iluminada: “Eu era antifascista porque, no fundo, achava os fascistas tão vulgares!”.

O menino também é pai do homem, como nos ensinou Machado de Assis, ou seu Brás Cubas. Aquelas palavras foram repercutir mais tarde, quando Contardo conheceu Roland Barthes, de quem foi aluno, e percebeu que a estética também pode ser uma ética: “Uma ética do não-dogmatismo, da curiosidade, da capacidade de amar a própria coisa, desde uma história em quadrinhos até Chateaubriand”. E então desandamos a falar da necessidade da arte, de sua função, que não pode ser outra senão “a harmonia interna que produz”. Mas ainda faltava ser mais explícito: “A produção de um objeto cuja finalidade é externa, por exemplo, que é ideológica e declarativa, não é mais uma produção artística. Isso vale tanto para a arte conceitual como para o realismo socialista”.

E, assim, passamos a tarde, numa conversa que propus, e ele topou, fosse dividida em três partes, como em Os Sertões, de Euclides da Cunha: O Homem, A Terra, A Luta. Queria chegar a outros sertões, a outras lutas, menos sangrentas talvez, mas não menos duras. Na primeira parte, falamos desse homem todo-mundo-e-ninguém, gênero neutro, que designa a espécie, e de um outro, ele próprio, o escrutinado da tarde. Na segunda, o ambiente de nossas pelejas, o mundo, este Brasil onde a fraqueza da cultura republicana faz com que um escândalo de grandes proporções ainda seja percebido como coisa quase corriqueira.

Passeamos por autores da urbe e da orbe, tentando contar e recontar histórias, em busca de tempos e oportunidades perdidos. Para poder ver mais adiante. Ou, ao menos, ter instrumentos para tanto.

É nessa parte que estão as lutas mundanas, o conflito de culturas, a marcha da civilização, os instrumentos com que entender e reinventar o mundo, as utopias que matam, os amores que são de salvação. Pensador da cultura, ele jamais se nega ou refuga. Lembro-me de São Paulo na Primeira Epistola aos Coríntios: posso tudo, mas nem tudo me convém. Eis um dos fundamentos, a liberdade, plasmado na civilização ocidental e que é, sim, seu mais precioso valor, pelo qual vale a pena lutar. Falei de Paulo? Contardo considera que as bases do bom individualismo moderno estão dadas pelo cristianismo. A conversão nasce da escolha. Ali se fundava uma idéia de humanidade, que antes não existia.

A terceira parte, A Luta, ficou reservada ao homem no espelho – vamos falar um pouco do narcisismo –, aquele que chega ao divã do analista, “doente por falta de significado e de significação”, como qualquer um de nós, e procura, então, uma narrativa para sua vida, uma história. Que, contada e recontada, vai concorrendo para redefini-lo e levá-lo, então, até a margem do rio. Ao fim da entrevista, talvez estivéssemos ambos felizes – eu estava: um pouco tonto e feliz.

Explico o meu estado. Havia marcado a entrevista para o dia 18 de abril. Fui acometido de uma crise de labirintite. No dia 21, ainda não estava bem, e era o meu prazo-limite. Mas não tinha como sair. O andarilho Calligaris, aceitando, desta feita, um percurso mais curto, dispôs-se a ir até a minha casa, uma doação ao paciente daquela tarde. Mas ele mesmo diz que uma das coisas boas da psicanálise é não “dar presentes”. Fizemos algumas trocas simbólicas – eu saí ganhando, é claro – e tentamos pôr alguma ordem entre o “cosmos sangrento e a alma pura” (ave, Mário Faustino!). Tentamos entender os “hábitos do corpo e da mente” de que fala Tocqueville, que ambos apreciamos tanto.

E eu indaguei, com Hannah Arendt, outro afeto intelectual e moral compartilhado, como é que podemos, então, resistir ao “mal” e manter o “foro íntimo”, a inviolabilidade do indivíduo, morada suprema da liberdade. A resposta se lê páginas adiante. Mesmo longa, muita coisa deixa de ser publicada nesta entrevista. O dia caiu menos “doente de falta de significado e de significação”. Eu o acompanhei, trôpego, até a garagem, voltei, fechei a porta e comentei com a minha mulher: “Ele é de uma inteligência alastrante”.

(...)
É possível falar do caráter de um povo?
Eu fiz isso, todo mundo faz. É uma herança do século 19. É muito forte na cultura brasileira. Desde o fim do século 19, a grande sociologia brasileira não pára de tentar descrever o que é o brasileiro. Eu acho que há povos que se colocam mais essa pergunta do que outros. Essa espécie de autoconsciência coletiva existe se a gente acredita nela. Há povos que crêem nisso de uma maneira automática, espontânea. É o caso dos franceses. Provavelmente porque consideram que têm um patrimônio histórico comum tão longo, que acham que a nação é uma verdadeira comunidade e um destino. E há os que se interrogam. É natural que essa interrogação caiba especialmente nos povos americanos.

Por que os povos das Américas se interrogam mais, com menos certezas?
Em primeiro lugar, estão aqui por causa de um sonho, ainda que herdado do avô, do bisavô. Mas é o sonho de uma vida em outro lugar. A vida em um lugar onde é possível, sei lá, comer ou praticar a religião sem ser perseguido. É um sonho de futuro. O europeu não tem essa questão. O sujeito é francês porque nasceu na França. Nunca houve nesse processo uma escolha ou um desejo. Uma das grandes diferenças subjetivas do ponto de vista clínico é que certamente, nas Américas, o individuo é muito mais interrogado pelo seu futuro do que pelo seu passado.

Isso muda o discurso da psicanálise?
Não vai aqui um juízo de valor. Os europeus, por exemplo, são especialistas em maltratar a psicanálise norte-americana, esquecendo-se de que a gente analisa sujeitos diferentes, culturalmente diferentes. E uma das grandes diferenças é que o maior peso para um norte-americano é o do futuro, da realização de suas potencialidades eventuais.

Não ser, por exemplo, um loser.
Justamente. Ele está ali por causa de um sonho, dele ou herdado, tanto faz. O europeu vive muito em função de uma dívida que ele tem com o passado. O europeu está mais preocupado com o que o passado exige dele do que em inventar um futuro.

É a diferença que há entre administrar uma herança e acumular para deixar uma herança.
Exatamente. Outro ponto importante é que a travessia do Atlântico implicou uma decisão de renovação: é a queima dos barcos. Isso nos remete a um dos problemas contemporâneos se pensarmos em países que ainda recebem levas de imigrantes, como os EUA. Quando se pode manter um contato telefônico ou via Skype com a terra natal; quando, depois de seis meses de trabalho, pode-se comprar uma passagem e voltar para casa durante uma semana – e isso nada tem a ver com a imigração do passado, deixa de haver uma transformação: a transformação subjetiva que era exigida àquele que imigrava até havia 30, 40 anos. O problema da integração do imigrante nos EUA é relativamente novo. O imigrante nunca foi um problema para a sociedade americana, que se fez mesmo da diversidade de culturas. Eu não gosto muito do conceito de nação. As minhas figuras de referência são aqueles intelectuais do começo da Contra-Reforma, que eram católicos, mas que, na verdade, tinham simpatia pela Reforma. Erasmo é a minha figura intelectual.

Então Rabelais também?
Ah, mas absolutamente sim. Giordano Bruno, nem tanto: acho que faltava nele um pino. Ou dois [risos]. Bem, sou fiel a essas figuras. É preciso lembrar que viveram numa época em que o conceito de nação não fazia sentido. Eventualmente havia a nação das letras, que eram as pessoas que se falavam pela Europa afora. Assim, eu tenho uma antipatia muito grande por qualquer expressão nacionalista. Em geral, tenho uma certa repulsa por qualquer expressão de fidelidade ao grupo.

Você endossaria a frase do Samuel Johnson de que o patriotismo é o último refúgio do canalha?
Sem nenhuma dúvida. Qualquer tipo de fidelidade que passa na frente do foro íntimo é, para mim, a definição do mal.

É a destruição do indivíduo.
Exatamente. Porque, quando isso acontece, aí tudo é permitido. No fundo, a única coisa que coloca limites ao horror, para mim, é o foro íntimo. Eu digo que é o mal porque é a definição do mal do século 20, que deu no fascismo, no nazismo, no stalinismo, em Pol Pot.

Há uma demonização do indivíduo hoje em dia.
Ah, completamente! E por conta de um equívoco. Para mim, individualismo é uma palavra nobre. Louis Dumont é um dos meus mentores intelectuais. Acho que ele é um colosso da antropologia do século 20. O individualismo não tem nada a ver com o egoísmo, mas com uma sociedade em que o indivíduo é um valor superior à comunidade. Eu sei que você gosta disso porque, outro dia, fez alusão a esse pensamento naquele encontro, e eu disse para mim mesmo: “Ah, pensamos do mesmo jeito”. Pois bem: nós dois compartilhamos da idéia de que a tendência antiindividualista é muito presente na parte menos interessante do Iluminismo francês, especificamente em Rousseau. O conceito da vontade geral é verdadeiramente uma das raízes ideológicas do que aconteceu de pior no século 20.

Outro dia escrevi um texto dizendo que Rousseau é o pai de todos os autoritarismos. O que eu recebi de porrada foi uma coisa fabulosa!
Mas ele é! O conceito de vontade geral é um perigo ideológico. O lado do Iluminismo francês que me interessa é Montesquieu. Mas, depois disso, o que me interessa é Locke, Smith... Não deixa de ser curioso que o Iluminismo anglo-saxão não tenha feito muito escola. É considerado inferior ao francês. E a realidade é que o francês produziu o Terror, Napoleão e volta dos Bourbon, depois Napoleão 3º. E, de fato, antes que a França se tornasse republicana, passou-se um século, enquanto o pensamento inglês do século 17 e 18 produziu uma monarquia com uma Magna Carta, produziu os EUA. Não estou inventando nada. Hannah Arendt foi a primeira a dizer que a verdadeira revolução do século 18 foi a americana, não a francesa.

Eu estava pensando nela enquanto você falava sobre o caráter de um povo. O livro Eichmann em Jerusalém deu a dimensão humana, banal, de um facínora, e, ao contrário da crítica sionista feita à época, alargou a dimensão do mal.
Ah, é um texto crucial, inclusive por causa do conceito de banalidade do mal. A razão pela qual certamente esse livro produziu os efeitos que produziu nem tanto está no fato de ela mostrar que Eichmann era um qualquer, porque era, mas porque mostrava que, no fundo, qualquer um é capaz de entrar num funcionamento em que se transformaria num Eichmann. Essa é a coisa que verdadeiramente bate e dói. Minha tese de doutorado, que está trancada há mais de dez anos, porque eu quero fazer uma revisão – ela está traduzida em inglês por um americano, já até recebi um dinheiro que um dia eles vão me pedir de volta [risos], – é sobre isso. Chama-se A Paixão da Instrumentalidade. Está dividida em duas partes. A primeira é uma leitura sobre o funcionamento dos Einsatzgruppen, que eram grupos de extermínio nazistas formados por pessoas quaisquer. Não eram os SS. Era uma espécie de polícia civil que funcionava como grupo de extermínio, especialmente na Polônia. Faço uma leitura disso a partir de uma série de aportes da psicologia social americana, sobretudo estudos sobre a obediência. E a segunda parte mostra como isso funciona na vida cotidiana das pessoas. Mas o fundo da tese é o seguinte: é relativamente fácil se deixar levar, abdicar do exercício da subjetividade, que é um exercício eminentemente cansativo. Ser um indivíduo é um negócio complicado, pesado. E há uma tendência perigosa de se renunciar à individualidade e de se tornar um instrumento de um funcionamento coletivo.

Existe uma culpa coletiva?
Acho que sim. É possível que sim. Acho que existem culpas coletivas e, provavelmente, nos grupos nacionais, também existam. Porque existem culpas que estão, de alguma forma, inscritas na cultura. É sempre um pouco perigoso dizer isso. Eu não sou culpado pelo fascismo italiano. Até a história da minha família me livra desse peso. Mas, por outro lado, não me sinto assim tão italiano... Não é uma resposta simples. Mas como chegamos aqui?

Falávamos dos dois iluminismos.
Sim, fizemos essa excursão e, depois, eu disse que não tenho nenhuma simpatia pelo conceito de nação em geral, pelo nacionalismo, porque me parece o contrário do discurso moderno. Aliás, o individualismo moderno tem origem no cristianismo. Louis Dumont demonstra isso muito bem.

Porque você faz a escolha, não é escolhido.
Claro, é uma relação de Deus com cada um individualmente, independentemente do grupo ao qual o sujeito pertença, inclusive o grupo familiar. É uma relação de foro íntimo. E porque é uma relação na qual o fato de pertencer a uma raça, nação ou o que seja é indiferente.

Existe um caráter brasileiro?
Eu tenho uma implicância, não com o conjunto da obra, mas com algumas coisas do Roberto DaMatta. Acho que ele tem leituras certas do Carnaval etc. Mas não gosto da complacência indentificatória que consiste em dizer: “Sou brasileiro porque gosto de samba e futebol”. Isso eu acho horrível. Um dos perigos desse tipo de definição é que cria um grande momento de prazer coletivo. “Ah, nós somos brasileiros, malandros, todos à venda, gostamos de jeitinho...”

E, se não podemos convencer pelo argumento, vai pela nossa sedução...
Exatamente. Ou então se diz: “Não gostamos de conflito”. Isso é o que tem de pior na tentativa de obliterar nossa história subjetiva e coletiva por meio de uma visão muito fácil de nós mesmos. Veja a frase “O Brasil não é para principiantes”. Isso supõe que a nossa malandragem nos torna especiais e só interpretáveis por especialistas. Pelo contrário: o Brasil é para amadores e principiantes. Porque pagar e corromper é muito fácil. O difícil é construir uma coletividade em que haja leis, institucionalidade. O difícil é ser moral. Ser imoral é que é para principiantes. A malandragem é uma conduta moral de uma criança de 9 anos. O difícil é crescer. Governar pagando o cara para votar comigo é que é amador. O profissional é construir um discurso que convença, é falar com o outro. É claro que o brasileiro não é só isso. A contraparte do jeitinho é o recurso ao foro íntimo acima da convenção, o que é altamente moral.

Vê algum traço particular de nossa formação histórica refletido no nosso caráter?
Isso sempre é tão difícil! Há uma coisa que pode ganhar uma leitura até ufanista, mas que pode ser um problema. O Brasil, por não ter conquistado a independência na ponta da faca, manteve uma espécie de – vou usar uma expressão que meus colegas vão achar completamente ridícula – "complexo de inferioridade" permanente em relação às metrópoles culturais, o que eu acho injustificado e nocivo.

Não há quem ignore a essência do mensalão, para usar uma palavra que reúne toda a bandalheira. Não obstante, as pesquisas indicam, hoje ao menos, que Lula se reelege. Em que medida, como povo, estaríamos aceitando isso tudo e dizendo: “Essas coisas são permitidas”?
A permanência da confiança na pessoa do Lula certamente tem muitas outras explicações possíveis, inclusive a sedução exercida pela idéia de que uma pessoa de origem humilde pudesse chegar no poder. Coisa que, nos EUA, é banal...

... no Brasil, é banal. Basta ver a origem de Deodoro da Fonseca ou de Floriano Peixoto...
Ah, sim, foi na República Velha, que é, diga-se de passagem, acho eu, o grande momento brasileiro. O grupo que chegou [o PT] ao poder achou, – coisa que, na história dos partidos de esquerda, é bastante comum, – que ia governar no interesse do partido, não no interesse da coletividade nacional. Ou seja, confundiu o partido com o “Bem”. Como eu disse antes que acho que a coletividade é a raiz do mal, você sabe o que acho disso. Por que nos indignamos pouco? Porque a história brasileira fornece pouquíssimos exemplos de um governo que tivesse verdadeiramente um interesse pela coisa pública, exceção feita a figuras da República Velha, algumas um pouco exaltadas, como Floriano, que cortava algumas cabeças aqui e ali [risos].

Lima Barreto que o diga... [risos]
Mas, independentemente disso, havia figuras que perseguiam o que eles imaginavam que fosse o interesse republicano. Infelizmente, uma República um pouquinho deificada. Isso comprova o que a gente dizia: a influência do Iluminismo francês – e, claro, do Positivismo. Não era uma República como essa entidade mal definida que resulta do funcionamento entre indivíduos, que é o ponto de vista escocês e inglês. Mas, ao menos, houve momentos em que a noção de interesse público era clara. O Brasil teve pouquíssimos exemplos, desde essa época, de um governo pelo bem republicano. A idéia de uma coisa pública é, de fato, bastante ausente na vida cotidiana da gente aqui. Veja uma coisa espantosa. O cara é dono de um café, um bar, que tem determinadas cores. Então ele se dá o direito de pintar um pedaço da calçada com as cores do seu empreendimento. As ruas viram uma porcaria. A idéia da coisa pública não é forte e espontânea entre nós. Acho que isso faz com que um grupo que governou apenas no interesse do partido, fundamentado na própria reeleição, constitua um escândalo mitigado.

Você falava da República Velha, eu estava aqui pensando que é esse o período mais satanizado pelo marxismo brasileiro, que, curiosamente, vê com bons olhos um presidente parafascista como Getúlio – ao menos entre 1937 e 1945. E se glamuriza a República Nova, a partir de 1930, que é marcada pelo putschismo. Que estranha sabedoria é essa que valoriza o intervencionismo de grupos que tomam o poder de assalto, que impõem a sua agenda, que sufocam a oposição?
O rito histórico da modernização do Brasil fez com que o marxismo brasileiro, naquela época, apostasse numa aceleração, ainda que passando por um processo parafascista. Essa é uma armadilha na qual muita gente caiu, inclusive na Alemanha e na Itália. Mussolini se dizia um socialista antes de inventar o fascismo. Ele se considerava, sem dúvida, a expressão das classes populares.

Há um fenômeno hoje no mundo que é o terrorismo. Ele é a forma virulenta de uma frustração?
Em particular, o terrorismo suicida é sempre a expressão de uma contradição interna – além, claro, de uma contradição externa. Mas isso é até banal. Porque o suicida, além de matar inocentes, se anula, se suprime. Essa decisão de se suprimir é uma maneira de eliminar uma contradição insuportável. Ao se abolir, um terrorista suicida busca abolir uma contradição entre os valores pelos quais eventualmente ele luta e a presença nele próprio dos valores contra os quais luta. Os terroristas de hoje são seres profundamente divididos entre a sedução da cultura ocidental e aquela pela qual morrem. A sedução ocidental não é apenas a do McDonald’s, do I-pod, mas também a de uma cultura que está disposta a reconhecer como sujeito qualquer um. O lado suicida do terrorismo atual é a chave para entender o que está acontecendo. E o que está acontecendo é a progressiva conquista do mundo islâmico pela cultura ocidental.

Seria uma resistência a uma ocidentalização do Islã?
Acho que sim. Os suicidas provam o sucesso dessa ocidentalização. Desse ponto de vista, eu sou bastante otimista. Otimista e com uma certa tendência ao laissez-faire, ou seja, à idéia de que nenhuma intervenção militar terá, como a do Iraque, a longo prazo, o mesmo poder de fogo da expansão natural de uma cultura universalista, ou seja, da cultura ocidental. E esse seu poder é inédito na história: a gente esquece, mas, por exemplo, na cultura romana ou grega, o conceito de “humanidade” não existe. Há os gregos, os bárbaros, os romanos, os não-romanos, mas “humanidade” é uma invenção cristã.

A cultura ocidental não abre mão de seus valores muito facilmente?
Ah, bom, há uma coisa que me apavora um pouco. Ela vive como culpada: culpada de estar desrespeitando a especificidade do outro, de estar invadindo, transformando a realidade cultural do outro. Claro, pensa-se nos momentos em que ela foi colonizadora, violentamente expansionista etc. Por ser universalista, ela tem a tendência de esquecer que é uma cultura, não o “grau zero” da cultura. E por que isso é um problema? Porque, quando há uma luta, a gente pode e deve, sem dúvida, considerar quais são as razões que fazem com que outro tente nos matar e tal. Mas há momentos em que é preciso saber de que lado a gente está. É preciso saber quais são os valores que importam para você. E nós, pela própria característica da cultura ocidental, temos uma grande dificuldade de fazer isso."

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Mais Uma Vítima do Aquecimento Global?

Robin Hood, hoje, não conseguiria mais se esconder em Sherwood

http://news.yahoo.com/s/ap/20071104/ap_on_re_eu/shrinking_sherwood

sábado, 3 de novembro de 2007

Tragédia: Jimmy Page Quebra o Dedo e Adia Show de Reunião do Led Zeppelin!

O New York Times publicou, com destaque (http://www.nytimes.com/2007/11/03/arts/music/03zepp.html?_r=1&oref=slogin),
a notícia sobre o adiamento do show do Led Zeppelin, tendo como suposta causa o fato de Page ter quebrado o dedo. Mas como dizia o companheiro Eddie Van Halen, Page ao vivo sempre pareceu mesmo uma criança de cinco anos com a mão quebrada, então que diferença faz?
O mais incrível é que os ingressos foram sorteados (!) mundialmente pela quantia módica de 260 dólares cada, quantia essa que o companheiro Fetter, por exemplo, jamais pagaria para assistir a um clássico do tipo Caldas Novas A.C. x Pires do Rio F.C., quanto mais para assistir a um bando de múmias usando "playback" (lip-synching) em cima de um palco.

Onde Está o Blogmaster?

O companheiro Fetter notou, com a argúcia de sempre, a ausência prolongada do criador e mantenedor-mor deste blógui, o companheiro Feluc. Por onde andaria o nosso criador, cuja ausência é sentida de modo tão visceral pelos demais membros desta comunidade? Proponho aos demais membros que sejam paralisadas todas as demais atividades, até que tenhamos encontrado Feluc e o tenhamos colocado de novo na direção-geral das atividades deste blógui.















Esta é a última foto disponível de Feluc antes de seu desaparecimento, tirada pelo Felix em pessoa.

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

Viagem do Presidente Repercute Internacionalmente

Há algumas semanas o nosso líder esteve a viajar pelos países nórdicos, causando grande impressão por todos os lugares que fizeram parte do seu périplo. A coisa chegou ao ponto de ser honrado com notícia postada no prestigioso sítio de notícias em latim Nuntii Latini, da Finlândia (www.yleradio1.fi/nuntii). A notícia vai transcrita abaixo. Morram de inveja, seus neoliberais de araque!




BAFO BARBATUS FINNIAM VISITAVIT


Praesidens Brasiliae Lula da Silva hac septimana ineunte visitationem statalem in Finniam suscepit et praesidentem Finniae Tarja Halonen et ministrum principem Matti Vanhanen convenit. Die Martis iter suum in Suetiam, Daniam, Norvegiam continuavit. Lula, quippe qui ardens terrarum septentrionalium admirator esset, plus de statu sociali harum civitatum cognoscere voluit. (Reijo Pitkäranta)

Voltei !


















Como todos notaram, Felix esteve ausente por uns tempos. A minha ausência (deserção?) provocou uma reação imediata dos demais membros do blog, mas mesmo assim decidi voltar. Só prometo a todos que não postarei nenhum comentário a respeito de livros de direito, poupando portanto os demais membros de referências ao seu já tedioso e estressante cotidiano.

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Ouvindo esta semana

Esta semana o som do carro está léguas distante dos conceitos habituais de normalidade, no que diz respeito a "som que se ouve no carro".

Habib Koite é do Mali e segue a trilha aberta por outros conterrâneos, como o conhecido Jali Musa Jawara. Só que Habib tem uma pegada mais moderna. Embora não se entenda uma palavra do que ele canta, o som é de altísssimo nível, do tipo que você mostra para o seu sogro sem o menor problema. Para mim, a trilha sonora perfeita para a Copa de 2010.





Junipher Greene é uma banda de rock progressivo da Noruega e o disco, todo cantado em inglês, é de 1971. Flautas e guitarras, uma pitada de Jethro Tull, um pouco de Uriah Heep, enfim, um grande trabalho, considerado por muito o magnum opus do rock progressivo norueguês. Aqui, certamente seu sogro começará a se sentir um pouco incomodado, mas curtirá as passagens mais lentas.






Agora, neste ponto, é melhor tirar o seu sogro e todos os demais parentes da sala, sob pena de acharem que você não está batendo bem da cabeça.
Magma é um grupo francês para poucos. Os caras possuem um som tão hermético que o termo "zeuhl music" foi criado por eles, e somente para eles. Os demais grupos que seguem essa vertente são, geralmente, formados por ex-integrantes do combo francês.
Liderada pelo estupendo baterista Christian Vander, a banda engendra em seus álbuns um coquetel que mistura rock progressivo, ópera, free-jazz e psicodelia. Como se não bastasse, o grupo conta em vários discos a estória dos habitantes do planeta Kobaia e suas relações com o povo da terra. Só que o baterista Vander, juntamente com seus asseclas simplesmente criou um idioma Kobaia, no qual as músicas são cantadas, aumentando o clima de assombro que aflige os ouvintes de primeira hora.
Mekanïk Destruktïv Kommandöh, de 1973, para muitos é o ápice do grupo. 38 minutos de tensão máxima, instrumental denso, temas épicos enormes e vocais em soprano-berrado que deixariam muito fonoaudiólogo de cabelos em pé (cortesia da incrível Stela Vander, esposa do baterista). A trilha sonora perfeita para uma invasão extraterrestre. Ou será que eles já estão entre nós?

São muitas emoções


E segue a terceira divisão do Goianão 2007. A locomotiva sofreu sua primeira derrota, frente ao Caldas Novas, mas permanece invicta em casa e com gordura para queimar, devido à excelente apresentação no primeiro turno.

Os jogos deste último final de semana terminaram assim:

UNIÃO E. I. 2 x 3 MORRINHOS F.C

INHUMAS E.C 1 x 3 APARECIDA E.C

CALDAS NOVAS A.C 5 x 2 PIRES DO RIO F.C.

JARAGUÁ E.C 1 x 2 SANTA HELENA E.C.


E a classificação ficou assim:

Grupo 01
1º Santa Helena => 4 Jogos 10 Pontos 10 Saldo de Gols
2º Aparecida => 4 Jogos 7 Pontos -2 SG
3º Jaraguá => 4 Jogos 3 Pontos -5 SG
4º Inhumas => 4 Jogos 2 Pontos -3 SG


Grupo 02
1º Morrinhos => 4 Jogos 9 Pontos 2 Saldo de Gols
2º Pires do Rio => 4 Jogos 7 Pontos 3 Saldo de Gols
2º Caldas => 4 Jogos 7 Pontos 3 Saldo de Gols
4º União => 4 Jogos 0 Pontos -8 Saldo de Gols

Dia 04 de Novembro, mesmo jogando fora, a Locomotiva alvirrubra enfrenta o lanterna do campeonato. Assim, espera-se a conquista de mais três pontos no Estádio Zico Brandão. Além do mais, basta um empate entre Morrinhos e Caldas, que jogam no João Vilela, em Morrinhos, para que o Pirão reassuma a ponta do Grupo.

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

The Cure - The Head on the Door

The Head on the Door (1985)

Em 1985 o The Cure já havia lançado 6 discos e mudado seu som pelo menos duas vezes, indo de pérolas pop como "Boys Don't Cry" a músicas soturnas, como "Charlotte Sometimes", que lhe valeram o rótulo de banda gótica (ou dark, como se dizia aqui) para voltar ao pop com "Let's Go To Bed" e outras.

É com base nessa mistura que sai The Head on the Door, onde a banda mostraria um pouco de tudo que tinha feito, e até apontando rumo do que faria posteriormente. Conseguem, assim, mais sucesso de vendas que qualquer coisa anterior que haviam lançado, chegando a novos públicos (como nessas plagas tupiniquins).

Para não haver dúvidas, o disco abre com uma rápida mas poderosa virada de bateria, iniciando "In Between Days". Com 30 segundos a música se mostra toda: teclados se alternando na melodia de estrofe e refrão, baixo e violão fazendo a base, sem deixar espaços vazios, até entrar o vocal de Robert Smith, cantando sobre rejeição e arrependimento (tema que se repetiria ao longo do disco). Ficava difícil não gostar da música, que foi o primeiro single do álbum. Foi difícil não escutá-la na época, de tanto que tocou.

A primeira metade do disco continua quase impecável. A banda brinca com os arranjos nas faixas seguintes, indo de teclados "caixinha de música japonesa" em "Kyoto Song", para violões flamencos (e castanholas) na pulsante "The Blood" (outra sobre arrependimento e perda). Ambas ótimas.

"Six Different Ways" é levada só nos teclados e, se não mantém o nível das anteriores, também não desagrada - pop song simpática. Fechando o que era o lado A do disco de vinil vem a quase instrumental "Push", com sua longa introdução, sempre com a dinâmica lá para cima - como na faixa de abertura - e com as melhores guitarras do disco. Outra faixa excelente

Na segunda parte do álbum as faixas são mais irregulares. "The Baby Screams" é outro eletropop, acelerada mas com uma melodia que não "pega" em hora alguma, tão fraca quanto "Screw", guiada pelo baixo e cheia de barulhinhos, propositalmente esquisita, como tantas outras músicas da banda, mas também sem empolgar. Mas é tão curta que não atrapalha.

Entre as duas, porém, estão "Close To Me" e "A Night Like This". Segundo single do disco e uma das músicas mais conhecidas da banda, "Close To Me" é, de certa forma, o lado oposto de "In Between Days": quase minimalista, vocal meio sussurrado, espaços vazios, bateria acompanhada de palmas. Tudo soando de forma suave, contrastando com a ansiedade da letra. A versão do disco não tem metais, presentes no single (que está na coletânea Standing on a Beach/Staring at the Sea), o que torna a música mais claustrofóbica. E sensacional.

Na sequência, "A Night Like This". A menos famosa do trio que mais se destaca no disco só que igualmente genial. Novamente falando em arrependimento e perda, Robert Smith passa toda dor do fim de um relacionamento, enquanto arranjo e melodia juntam teclado e guitarra de forma grudenta e envolvente, em um pop elegante, "classudo", com direito a solo de sax.

O disco fecha com "Sinking", música mais longa e mais melancólica de The Head on the Door. Soa como os discos "góticos" da banda do começo da década de 80, tem uma bela melodia, mas talvez encerre o álbum com um tom mais triste que deveria. Mas é inteiramente The Cure, sem dúvida.

Robert Smith compôs sozinho todas as dez músicas do álbum, fato que não se repetiu nenhuma outra vez. Em seguida o The Cure lançaria a coletânea que sacramentaria de vez seu sucesso comercial, Standing on a Beach/Staring at the Sea, de 1986. E antes do fim da década ainda lançariam um álbum duplo e aquele que, para muitos, é o melhor trabalho da banda - Disintegration, de 1989. Mas The Head on the Door tem o mérito de, como nenhum outro, reunir a essência do estilo do grupo.

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Classificação após a 3ª Rodada

Com um injusto empate em casa, o Pires do Rio garantiu o primeiro lugar de seu grupo no primeiro turno da 3ª divisão do Goianão 2007. Seguem os resultados e a classificação.

SANTA HELENA E.C.4 x 0 JARAGUÁ E.C

APARECIDA E.C 2 x 2 INHUMAS E.C

MORRINHOS F.C 2 x 1 UNIÃO E. I.

PIRES DO RIO F.C. 1 x 1 CALDAS NOVAS A.C


CLASSIFICAÇÃO APÓS 03 RODADAS:

Grupo 01

1º Santa Helena => 3 Jogos 7 Pontos 9 Saldo de Gols

2º Aparecida => 3 Jogos 4 Pontos -4 SG

3º Jaraguá => 3 Jogos 3 Pontos -4 SG

4º Inhumas => 3 Jogos 2 Pontos -1 SG

Grupo 02

1º Pires do Rio => 3 Jogos 7 Pontos 6 Saldo de Gols

2º Morrinhos => 3 Jogos 6 Pontos 1 Saldo de Gols

3º Caldas => 3 Jogos 4 Pontos 0 Saldo de Gols

4º União => 3 Jogos 0 Pontos -7 Saldo de Gols

Lembrando que somente os dois primeiros de cada grupo passam à segunda fase.

Dia 28 a equipe vai à Caldas Novas para o primeiro jogo do segundo turno, onde somente se enfrentam os times do mesmo grupo. Mantendo-se o retrospecto dos primeiros três jogos a classificação para a segunda fase estará garantida.

O próximo jogo em casa está previsto somente para o dia 11 de Novembro, no encerramento do segundo turno.

Curiosamente, no mesmo dia é provável que o Goiás esteja enterrando o Corinthians no Serra Dourada.

Haja pilha para tanto radinho !!!!




sexta-feira, 19 de outubro de 2007

2010 já depois da curva

A primeira Seleção Brasileira a disputar Eliminatórias para uma Copa do Mundo, a de 1954: em pé, Djalma Santos. Gerson. Brandãozinho. Nilton Santos. Veludo e Bauer. Agachados: Julinho. Humberto. Baltazar. Didi e Maurinho.

No tempo que Dondon jogava no Andaraí, Eliminatórias eram aqueles 5 ou 6 jogos que a Seleção fazia antes de se confirmar o ululante óbvio: mais uma participação em Copa do Mundo. E assim foi até a década de 90, quando passamos a ser chiques e modernos e o sistema de disputa mudou para pontos corridos, com turno e returno.

Agora participar das Eliminatórias significa disputar 18 jogos em longuíssimos dois anos: a edição para a Copa de 2010 começou agora e se encerra somente em outubro de 2009.

Não discordo que pontos corridos é a fórmula ideal para a equipe mais regular do torneio se sagrar campeã, já que em "mata-mata" o imponderável sempre entra em campo. Só que na América do Sul as Eliminatórias significam disputar 4,5 vagas (a "meia vaga" é a da repescagem) entre dez equipes. Tanto faz ser o primeirão - como fomos nas Eliminatórias passadas - ou terceiro - posição no Brasil na disputa para a Copa de 2002.

Jogar durante dois anos, com intervalos de meses entre algumas partidas, sem tempo para treinamento, não significa premiar os mais regulares.

Se a idéia é que os melhores cheguem na Copa, seria mais interessante um torneio mais curto: dois grupos de 5 times, jogos apenas dentro do próprio grupo, os dois primeiros colocados têm vaga direta e o melhor terceiro pega a repescagem. Seriam só oito jogos e, mantendo o sistema de rodadas duplas que temos hoje, daria para resolver tudo em um semestre, já em 2009.

Mesma tabela

Uma curiosidade sobre a atual disputa é que a Confederação Sul-Americana usa a mesma tabela nesta edição que foi usada nas duas anteriores. Ou seja, o Brasil vai jogar contra os outros times na mesma ordem das disputas para 2002 e 2006. Assim, fica fácil comparar o desempenho atual com os times do Parreira e Felipão/Leão/Luxemburgo.

Posição do Brasil após os dois primeiros jogos, contra Colômbia e Equador:

2002

2006

2010

Brasil com 4 pontos, 1 gol de saldo

Brasil com 6 pontos, 2 gols de saldo

Brasil com 4 pontos, 5 gols de saldo

3º lugar

1º lugar

2º lugar

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Uma assinatura

Uma assinatura é mais importante do que comumente se pensa. É o que procura demonstrar esta intrigante animação da Anistia Internacional. Assista.

http://www.youtube.com/watch?v=OjC_k1B0Xdg

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

A CONSOLIDAÇÃO


Com uma vitória esmagadora de cinco a zero sobre o União de Inhumas, o Pires do Rio FC sacramentou sua liderança na terceira divisão do Goianão 2007.

Após duas rodadas, a equipe possui o melhor ataque (empatada com o Santa Helena), seis gols. É a única que ainda não tomou gols e a única com duas vitórias.

Os gols foram marcados pelo meia Wesnalton (02), pelo atacante David (02) e pelo zagueiro Neuram.

A única preocupação é com o número de cartões amarelos com os quais a equipe vem sendo punida. Foram cinco na primeira partida e mais dois neste final de semana, há risco de desfalques por suspensão.

Semana que vem, a equipe joga novamente em casa. Os comandados do brasiliense Augusto César enfrentam o Caldas Novas, clube que mostrou na primeira rodada ser um visitante complicado, ao vencer o União de Inhumas.

Logicamente a idéia é aproveitar o mando de campo e manter a invencibilidade da locomotiva alvinegra.